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Software para Automação de Bilbiotecas
Apresentação
Objetivos
Metodologia
Software
Equipe
APRESENTAÇÃO
As grandes transformações nas áreas sociais, culturais, econômicas, entre outras, têm
como fio condutor a informação que transmite, divulga e dissemina novos conceitos, novos
valores, novas idéias. Tudo gira em torno da informação, quer seja ela registrada ou não.
A globalização, as mudanças de paradigma, o surgimento da sociedade da informação, a
valorização do conhecimento, a necessidade de decisões rápidas, a agilidade da mídia na
difusão da informação, a revolução do processo de transmissão e o avanço contínuo da
tecnologia trazem implicações nos processos de organização e acesso à informação. A
informatização dos serviços de informação surge então, como elemento fundamental no
processo de flexibilização do uso da informação e no próprio aperfeiçoamento e expansão
destas tecnologias. As bibliotecas que se propõem a oferecer serviços de qualidade aos
usuários não só devem acompanhar e adaptar as tecnologias às necessidades e
especificidades de sua clientela, mas também, fazer o uso adequado de sistemas que
privilegiem todas as etapas do ciclo documental. (1)
A automação de procedimentos técnicos em bibliotecas remonta a década de 60 com a
utilização de grandes computadores (mainframes). Com grande capacidade de armazenamento
mas sem permitir a atualização on-line, estes sistemas foram criados principalmente para
a geração de catálogos. Em 1980, o desenvolvimento de aplicativos para gerenciamento
trouxe maior agilidade no tratamento e na recuperação das informações, no entanto eram
construídos, em sua maioria, com o objetivo de resolução de problemas específicos das
bibliotecas. Durante esta década várias soluções foram desenvolvidas localmente, bem como
também observou-se a utilização do MicroIsis, base de dados desenvolvida pela UNESCO, em
diferentes bibliotecas e Centro de Documentação.
A partir da década de 90, podemos vislumbrar uma nova fase caracterizada pela
disponibilidade de ferramentas – hardware e software, com uma infinidade de recursos e
possibilidades. Pacotes de softwares comerciais foram apresentados a comunidade usuária.
Conhecidos como sistemas de gerenciamento de bibliotecas, estes sistemas foram projetados
para integrar e controlar as atividades essenciais de uma biblioteca pressupondo a
utilização de normas e padrões internacionais que permitiriam a compatibilidade e o
intercâmbio de informações.
Esses sistemas e os avanços tecnológicos trouxeram novas perspectivas para a automação
dos serviços e produtos de uma biblioteca, mas também, dificuldades aos profissionais na
seleção e avaliação da ferramenta mais adequada às necessidades da biblioteca. A
variedade de recursos e possibilidades e o contínuo desenvolvimento destas ferramentas
são alguns dos fatores que dificultam, para o profissional responsável pela seleção e
implementação do sistema, a escolha de uma ferramenta que contemple os recursos hoje
disponíveis sem se tornar obsoleto a curto ou médio prazo.
O grau de complexidade das informações contidas nesses sistemas, a variedade de recursos
e possibilidades, o contínuo desenvolvimento destas ferramentas e o desconhecimento das
necessidades da biblioteca e de seus usuários podem levar a seleção de um software
inadequado a automação que se pretende realizar. Daí a necessidade de estabelecimento de
mecanismos e procedimentos específicos para a avaliação e seleção de ferramentas
adequadas à realidade das bibliotecas.
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(1) CORTE, Adelaide Ramos e, ALMEIDA, Iêda Muniz de, ROCHA, Eulina Gomes et al.
Avaliação de softwares para bibliotecas e arquivos. 2 ed. rev. e ampl. São Paulo: Polis,
2002.
OBJETIVOS
O objetivo deste estudo é subsidiar a FINEP com informações que orientem uma proposta
de automação de bibliotecas universitárias para que estas, aparelhadas com os recursos
tecnológicos adequados, possam integrar-se a Biblioteca Digital Brasileira - BDB. Procura
atender também, a proposta de ação formulada por Maria Romcy de Carvalho(1) às agências
de fomento na qual, propõe o apoio à aquisição de sistemas integrados de automação de
bibliotecas como implantação de projetos de bibliotecas digitais em bibliotecas
universitárias e a interligação destas a Biblioteca Digital Brasileira (BDB).
Este estudo foi realizado através de consultoria contratada pelo IBICT com o patrocínio
da FINEP, agência que financia o Projeto da Biblioteca Digital Brasileira (BDB) e que tem
como subprojeto a avaliação de softwares para automação de bibliotecas universitárias.
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(1) Carvalho, Maria Romcy de. Relatório Técnico de Diagnóstico das Bibliotecas
Universitárias à integração a BDB. Brasília: IBICT, 2003.
METODOLOGIA
A metodologia utilizada foi:
- a aplicação de um questionário eletrônico contendo requisitos
relevantes a avaliação de um software ou sistema para automação de bibliotecas;
- a demonstração técnica dos representantes dos sistemas/software
- visita a usuários dos respectivos sistemas/softwares analisados nas etapas
posteriores.
Os dados utilizados neste estudo foram definidos e coletados pelo IBICT a partir da
indicação das consultoras. No processo de seleção das empresas, buscou-se identificar
aquelas cujos produtos são sistemas integrados de automação que implementam os padrões bibliográficos e normas internacionais, são
interoperáveis e possibilitam a cooperação e o compartilhamento de recursos com outros
sistemas.A identificação dessas empresas foi feita através de sites na Internet e de
citações em artigos técnicos na literatura existente sobre o tema.
Requisitos Avaliados
Padrões Bibliográficos e Normas Internacionais
REQUISITOS AVALIADOS
A qualidade do software está relacionada aos requisitos designados para o produto.
Requisitos são um conjunto de atributos de software que devem ser satisfeitos de modo que
o mesmo atenda às necessidade dos usuários.
A determinação dos atributos relevantes para cada software será variável em função do
domínio da aplicação, das tecnologias utilizadas, das características específicas do
projeto e das necessidades do usuário e da organização.
A qualidade de um software/sistema também pode ser avaliada através das visões do
usuário, do desenvolvedor e da organização. Na visão do usuário, são qualidades de um
software/sistema, o desempenho, a confiabilidade dos resultados e o preço; aos
desenvolvedores relevante são os aspectos de conformidade em relação aos requisitos
funcionais; a organização avalia os aspectos de conformidade em relação aos requisitos
funcionais e também aspectos de custo, cronograma, idoneidade da empresa e condições
contratuais.
Alguns requisitos que devem ser avaliados:
- Funcionalidade: analisa a capacidade do software de fornecer funções as quais
satisfazem as necessidades quando usado para automação de bibliotecas. Neste requisito
foram avaliados aspectos referentes a:
- Adequação (realiza aquilo a que se propõe)
- Tecnologia - Atende às funções básicas de um biblioteca/centro de documentação?
- Seleção, aquisição e catalogação
- Circulação
- Recuperação da informação
- Processo gerencial
- Acurácia
- Interoperabilidade (permite interação com outros sistemas)
- Conformidade (está de acordo com normas, leis, etc.)
- Segurança de acesso (evita acesso não autorizado a programas e dados?)
- Confiabilidade: avalia a capacidade de um software de manter seu nível de
perfomance. Os aspectos avaliados foram:
- Maturidade
- Tolerância a falhas
- Recuperabilidade
- Usabilidade: demonstra a capacidade que um software possui em relação ao
entendimento, aprendizagem e satisfação do usuário sob determinadas condições. Avalia
aspectos referentes a facilidade de uso:
- Inteligibilidade
- Apreensabilidade
- Operacionalidade
- Eficiência: avalia a capacidade do software de proporcionar o nível de
desempenho exigido, referente a quantidade de recursos usados sob determinadas condições:
- Manutenibilidade: avalia a capacidade que o software possui de ser modificado.
Modificações estas que incluem correções, aperfeiçoamentos ou adaptações do software
devido a mudanças de ambiente em solicitações e especificações funcionais:
- Analisabilidade
- Modificabilidade
- Estabilidade
- Portabilidade - avalia a capacidade do software de ser transferido de um
ambiente para outro:
- Adaptabilidade
- Instalação
- Conformidade
PADRÕES BIBLIOGRÁFICOS E NORMAS
INTERNACIONAIS
A adoção de padrões e protocolos internacionais específicos à área, observando as
facilidades de compartilhamento de dados e o intercâmbio de informações, são
características consideradas indispensáveis aos softwares com vistas à automação das
bibliotecas universitárias e a sua integração a BDD(1). Foram observados:
Formato MARC (Machine Readable Cataloguing) - Conjunto de padrões para
identificar, armazenar e comunicar informações bibliográficas em formato legível por
máquina. Devido a uma estrutura de registro complexa, o formato MARC possui flexibilidade
de uso de diversos tipos de materiais tornando-os compatíveis entre sistemas
automatizados. O formato foi designado para descrever cinco tipos de dados:
Bibliográfico, Coleções, Autoridade, Classificação e Informação à Comunidade.
ISO 2709 - A norma ISO 2709 - Documentation Format for Bibliographic Interchange
on Magnetic Tape foi desenvolvida pelo Comitê Técnico ISO/TC 46, Informação e
Documentação, Subcomitê SC 4, Aplicativos de computador na informação e documentação, da
International Organization for Standardization (ISO). Esta norma especifica os requisitos
para o formato de intercâmbio de registros bibliográficos que descrevem todas as formas
de documentos sujeitos à descrição bibliográfica. Não define a extensão do conteúdo de
documentos individuais e nem designa significado algum para os parágrafos, indicadores ou
identificadores, sendo essas especificações as funções dos formatos de implementação. A
ISO se preocupa em apresentar uma estrutura generalizada, ou seja, um arcabouço projetado
especialmente para a comunicação entre sistemas de processamento de dados, e não para uso
como formato de processamento dentro dos sistemas(2).
Protocolo OAI-PMH - Open Archives Iniciative Protocol for Metadata Harvesting.
Protocolo modelo de interoperabilidade baseado no processo de coleta automática de
metadados (metadata harvesting). Este protocolo opera sobre o protocolo http.
Protocolo Z39.50 - Proposto inicialmente, em 1984, para ser utilizado com
informações bibliográficas pela National Information Standard Organization (Niso) e
aprovado em 1995, é utilizado para a recuperação de informação bibliográfica de
computador para computador, possibilitando ao usuário de um sistema pesquisar e recuperar
informações de outro sistema, ambos implementados neste padrão. Especifica formatos e
procedimentos administrando a troca de mensagens entre um cliente e um servidor,
habilitando o cliente a solicitar que o servidor consulte um banco de dados, identifique
registros e recupere um ou todos os dados identificados. Destina-se à comunicação entre
aplicações para recuperação de informações, e não promove a interação entre o cliente e o
usuário.
UNICODE - É um sistema de codificação que estabelece um único número para cada
caracter, não importa a plataforma, não importa o programa, não importa a língua.
XML (eXtensible Markup Language) - Linguagem de descrição documental para
utilização na Internet. O XML é um subconjunto da linguagem SGML, especificamente para
ser usado na Web, com uma estrutura e validação de dados mais sofisticada do que o HTML.
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(1) Carvalho, Maria Romcy de. Relatório Técnico de Diagnóstico das Bibliotecas
Universitárias à integração a BDB. Brasília: IBICT, 2003.
(2) CORTE, Adelaide Ramos e, ALMEIDA, Iêda Muniz de, PELLEGRINI, Ana Emília et al.
Automação de bibliotecas e centros de documentação: o processo de avaliação e seleção de
softwares. Ci. Inf., v.28, n.3, p.241-256, set./dez. 1999
SOFTWARE APRESENTADOS
Dez empresas retornaram as respostas ao questionário eletrônico: Associação Paranaense de
Cultura da PUCPR (Pergamum); Contempory (Sysbibli);
DATACOOP - Cooperativa de Bibliotecários, Documentalistas, Arquivistas e Analistas da
Informação (Argonauta); Ex-Libris (Aleph500 e Alephino);
Horizonte Tecnologia de Informática (Multiacervo); Modo Novo Consultoria e Informática (Informa
Biblioteca Eletrônica); Prima Informática (Sophia);
Salvato Consultoria Tecnológica (BIBLIOBase); V&M Informática (Alexandria); VTLS America (VTLS/Virtua).
As informações apresentadas a seguir, foram retiradas dos questionários, de folders
fornecidos pelas empresas durante a apresentação dos produtos no IBICT e das páginas
apresentadas na Internet.
EQUIPE DE TRABALHO
Consultoria:
Maria Helena de Sá Barreto
Maria das Graças Carvalho Alves
Colaboração:
Silvana A. Silva dos Santos
Luiz Henrique Loureiro dos Santos
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