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Está no ar o portal em comemoração aos 50 anos do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação - desenvolvido em parceria entre o Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict) e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O portal é uma entre várias ações para a celebração dos 50 anos do PPGCI, como as Escolas de Verão, Outono e Inverno, com cursos gratuitos, livres e on-line na área da Ciência da Informação.

O portal agrega e dissemina informações sobre momentos e personalidades que marcaram a história do PPGCI/Ibict/UFRJ, bem como indica os caminhos que o Programa deverá seguir nos próximos anos. Vários pesquisadores atuaram na construção do portal, a partir da colaboração entre as equipes da Coordenação de Ensino e Pesquisa, Ciência e Tecnologia da Informação (COEPE) e da Coordenação Geral de Tecnologias de Informação e Informática (CGTI) do Ibict.

"O portal é um dos registros mais importantes do cinquentenário da Ciência da Informação na América Latina e Caribe, a partir da criação do primeiro programa de pós-graduação na área, pelo Ibict, em 1970. O portal representa a vanguarda e a trajetória do Ibict e suas parcerias no âmbito do ensino e da pesquisa no campo informacional”, explica o professor Gustavo Saldanha, coordenador do PPGCI/Ibict/UFRJ.

Várias áreas compõem o portal. Na "Linha do Tempo", o visitante pode conhecer um amplo histórico a partir da relação do PPGCI com a Ciência da Informação. Ou, por exemplo, na área "Mulheres na CI", o usuário do portal é convidado a mergulhar na história da Ciência da Informação, que foi marcada pela atuação de mulheres pesquisadoras ao longo de tantos anos de história.

“Da galeria de líderes às mulheres fundadoras do campo, passando pela produção bibliográfica e a rede genealógica das principais pesquisadoras, o portal constitui um espaço histórico e, ao mesmo tempo, uma ferramenta de dados de pesquisa para a reconstrução permanente da perspectiva de longas transformações da Ciência da Informação, demonstrando o protagonismo do Ibict nesse processo de ensino, de pesquisa e de inovação", acrescenta Gustavo Saldanha.

Outra área de destaque é o "Canal 50", que contém a história do PPGCI contada a partir de depoimentos apresentados em vídeos produzidos pelo programa, seus pesquisadores e grupos de pesquisa. As produções divulgadas também podem ser acessadas pelo Youtube de especialistas em Ciência da Informação e de outras instituições do Brasil e do mundo. Já em “Teses e Dissertações”, o visitante do portal pode conhecer a produção acadêmica do PPGCI/Ibict/UFRJ.

Para conhecer o portal, acesse: http://50.ppgci.ibict.br. A equipe que atuou na construção do portal pode ser conhecida aqui.

Patrícia Osandón
Núcleo de Comunicação Social do Ibict

Publicado em Notícias

A última QuartaàsQuatro, live semanal tradicionalmente promovida pelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict), unidade de pesquisa vinculada ao MCTI, realizada no dia 8 de julho, discutiu o tema "Bibliografia e Teoria Política". A live foi conduzida pelos professores Giulia Crippa e Gustavo Saldanha, que debateram questões sobre a história da bibliografia e os fenômenos conectados ao universo social.

Durante a live, Giulia Crippa e Gustavo Saldanha construíram uma linha histórica revelando o entrelaçamento entre a bibliografia a política. Entre os pontos de destaque da live, os professores relembraram a importância de Lydia de Queiroz Sambaquy, considerada um ícone da Ciência da Informação, especialmente por seu envolvimento com a criação, em 1954, do antigo Instituto Brasileiro de Bibliografia e Documentação (IBBD), do qual Lydia foi diretora.

Como contaram os professores, anos depois, em 1976, o IBBD passou por uma transformação, inclusive com a mudança de nome para Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia, com a publicação da Resolução Executiva do CNPq n° 20/76. O Ibict consolidava-se, então, como órgão que coordenaria, no Brasil, as atividades de informação em Ciência e Tecnologia.

Além dos aspectos históricos de criação do Ibict, os professores debateram a importância de outros nomes históricos para a Ciência da Informação no Brasil, bem como assuntos relacionados, como fake news, acesso a dados e todo o contexto envolvendo o papel político da bibliografia.

A live está disponível integralmente no canal do Ibict no Youtube (clique abaixo para assistir).





Patrícia Osandón
Núcleo de Comunicação Social do Ibict

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A partir do sucesso dos cursos on-line da Escola de Outono, a coordenação do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação - desenvolvido em parceria entre o Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict) e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), anuncia a abertura das inscrições para a Escola de Inverno.

As aulas são livres, gratuitas e não exigem pré-requisitos para a participação. Os dois primeiros cursos da Escola de Inverno serão realizados pelos professores Ricardo Pimenta (Cultura de visibilidade informacional: construindo um conceito para a Ciência da Informação), e Giuseppe Cocco (Informação, confiança e algoritmos: a vida da moeda), ambos no dia 13 de julho. A programação se estende até o final de julho (confira abaixo).

A Escola de Inverno parte da iniciativa de oferecer modalidades alternativas de práticas de ensino e de pesquisa. O objetivo da Escola de inverno é explorar temáticas, teorias, conceitos, métodos e ferramentas inovadoras em Ciência da Informação, tendo como base a experiência das Escolas de Verão e Outono de 2020.

Para participar dos cursos, que disponibilizarão certificado para os participantes e serão todos on-line, é preciso inscrever-se previamente.

Confira abaixo o cronograma de aulas:

Curso: Cultura de visibilidade informacional: construindo um conceito para a Ciência da Informação
Docente: Ricardo Pimenta (Ibict)
Carga horária: 2h
Data: 13.07.2020
Horário: 14-16h

Curso: Informação, confiança e algoritmos: a vida da moeda
Docente: Giuseppe Cocco (UFRJ)
Carga horária: 12h
Datas: 13, 20, 27 e 31.07.2020
Horário: 15-18h

Curso: Desencontros marcados com a entropia: filosofia da informação segundo a filosofia ameríndia
Docentes: Gustavo Saldanha (Ibict) e Vinícios Menezes (PPGCI/Ibict/UFRJ)
Carga horária: 3h
Data: 14 e 15.07.2020
Horário: 17-18h30

Curso: O “espírito” dos novos regimes de informação
Docentes: Arthur Coelho Bezerra (Ibict) e Rodrigo Moreno Marques (UFMG)
Carga horária: 4h
Datas: 15 e 16.07.2020
Horário: 14h-16h

Curso: Memória e mundo disruptivo: por uma teoria crítica do esquecimento na sociedade contemporânea
Docente: Ricardo Pimenta (Ibict)
Carga horária: 3h
Data: 17.07.2020
Horário: 14-17h

Curso: Filosofia da linguagem e Ciência da Informação: investigações epistemológicas
Docentes: Gustavo Saldanha (Ibict - UNIRIO) e Luciana Gracioso (UFSCAR)
Carga horária: 3h
Datas: 21 e 22.07.2020
Horário: 17-18h30

Curso: Ética, Razão e Liberdade: contribuições de Hegel no combate à desinformação
Docente: Marco Schneider (Ibict)
Carga horária: 4h
Datas: 22 e 23.07.2020
Horário: 15-17h

Curso: A informação, o imaginário e o simbólico: um catálogo indisciplinado dos sonhos na epistemologia informacional
Docentes: Gustavo Saldanha (Ibict - UNIRIO)
Cláudio Paixão (UFMG)
Carga horária: 3h
Datas: 28 e 29.07.2020
Horário: 17-18h30

Curso: Grafos, Pandemia e a Visualização de Dados Cientométricos
Docente: Fabio Castro Gouveia (FIOCRUZ)
Carga horária: 4h
Datas: 28 e 30.07.2020
Horário: 14-16h

As inscrições podem ser realizadas aqui ou pelo site do PPGCI/Ibict/UFRJ: www.ppgci.ufrj.br.


Patrícia Osandón
Núcleo de Comunicação Social do Ibict

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A próxima QuartaàsQuatro, live tradicionalmente promovida pelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict) às quartas-feiras, discutirá o tema "Bibliografia e Teoria Política". A live será realizada pelos professores Giulia Crippa e Gustavo Saldanha, no dia 08 de julho, às 16h, com transmissão ao vivo pelo canal do Ibict no Youtube.

Giulia Crippa é professora associada do Departamento de Bens Culturais da Universidade de Bolonha (Itália). É bacharel em Lettere Moderne pela Universitá degli Studi di Bologna (1993), especialista em Arquivologia pela Escola do Arquivo de Estado de Parma (1995) e doutora em História Social pela Universidade de São Paulo (USP, 1999). Giulia Crippa é livre docente em Ciência da Informação da Universidade de São Paulo (2012) e professora credenciada de mestrado e doutorado ao Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação da ECA-USP. Foi coordenadora do GT3 - Mediação, circulação e apropriação da Informação do ENANCIB por dois mandatos (2012-2016).

Gustavo Saldanha é pesquisador titular do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict), professor adjunto da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), e atua como docente nos programas de pós-graduação em Ciência da Informação do Ibict e em Biblioteconomia da UNIRIO. Possui graduação em Biblioteconomia (UFMG-2006), especialização em Filosofia Medieval pela Faculdade São Bento (2010), mestrado em Ciência da Informação (UFMG-2008) e doutorado em Ciência da Informação (Ibict-UFRJ). É coordenador do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação - desenvolvido em parceria entre o Ibict e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

A live será realizada no canal do Ibict no Youtube. Clique aqui para definir o lembrete da live.


Patrícia Osandón
Núcleo de Comunicação Social do Ibict

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O artigo “Data Geovisualization and Open and Citizen Science - the LindaGeo Platform Prototype” (em português "Geovisualização de dados e ciência aberta e cidadã - a experiência da Plataforma LindaGeo") acaba de ser disponibilizado pelo periódico DHQ: Digital Humanities Quarterly.

São autores do artigo a pesquisadora Sarita Albagli, professora do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação - desenvolvido em parceria entre o Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict) e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ); Hesley Py, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE); e Allan Yu Iwama, da Universidad de Los Lagos - Centro de Estudios del Desarrollo Regional y Políticas Públicas (CEDER).

O artigo propõe uma discussão sobre as possibilidades e os limites das novas infraestruturas de geovisualização de dados e informações como plataformas de ciência cidadã e cartografia social para o compartilhamento e a coprodução de conhecimentos. O trabalho discute particularmente o uso dessas infraestruturas e metodologias participativas para instrumentação da intervenção social sobre o ordenamento e o desenvolvimento territorial.

Ao longo do texto, os autores conduzem uma resenha crítica das principais definições, conceitos-chave e questões em debate sobre o tema, e apresentam reflexões derivadas dos resultados do desenvolvimento de um protótipo de plataforma de dados abertos geoespaciais, envolvendo a participação de diferentes grupos sociais locais, como parte de uma pesquisa-ação de ciência aberta realizada no município de Ubatuba, no litoral norte do estado de São Paulo.

O artigo está disponível em português e em inglês, no seguinte link: http://digitalhumanities.org/dhq/vol/14/2/000452/000452.html


Patrícia Osandón
Núcleo de Comunicação Social do Ibict
Com informações do artigo “Data Geovisualization and Open and Citizen Science - the LindaGeo Platform Prototype”

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Em uma live histórica com cinco horas de duração, professores, pesquisadores e estudantes da Ciência da Informação de todo o país celebraram o cinquentenário do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação - desenvolvido em parceria entre o Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict) e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O evento, intitulado “Travessias....1970-2020”, ocorreu no dia 30 de junho.

Ao longo da live, marcada por uma homenagem às grandes mulheres da Ciência da Informação, como Hagar Espanha Gomes e Célia Zaher, tanto os professores convidados quanto o público presente on-line relembraram não apenas a história do PPGCI, mas também a do Ibict e de toda a Ciência da Informação.

Gustavo Saldanha, coordenador do PPGCI/Ibict/UFRJ, abriu a live com trechos de produções literárias de Adélia Prado e Hilda Hilst, recordando o ano de 1954, quando foi criado por decreto o Instituto Brasileiro de Bibliografia e Documentação (IBBD), e o ano de 1976, quando o IBDD mudou seu nome para Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia, com a publicação da Resolução Executiva do CNPq n° 20/76.

“O momento é de grande emoção diante do contexto que nos marca. Este evento on-line é um desdobramento de uma série de eventos do PPGCI para o cinquentenário da Ciência da Informação na América Latina e Caribe a partir do primeiro programa de pós-graduação criado nesse contexto”, disse Gustavo Saldanha durante a abertura do evento.

A diretora do Ibict, Cecília Leite, também reforçou a importância das mulheres para a construção da história da Ciência da Informação e do Ibict no Brasil. “É com alegria que faço parte desta linha de mulheres que atuaram na Ciência da Informação. Estamos vivendo hoje um momento em que a informação é o elemento que move o mundo. Nesse sentido, a Ciência da Informação precisa contribuir na diminuição das fake news, na integração dos conhecimentos que já existem, e também na atuação da base das pesquisas, como estamos fazendo com o Universo Científico, o portal que o Ibict lançou no combate ao novo coronavírus”, explicou Cecília Leite.

O evento contou com a participação das professoras e pesquisadoras Eloísa Príncipe, Gilda Olinto, Lena Vania Pinheiro, Nélida González de Gómez, Regina Marteleto, Rosali Fernandez de Souza, Tatiana de Almeida e do professor e pesquisador Geraldo Prado, que relembraram juntos os 50 anos de história da Ciência da Informação e do PPGCI.

Lançamento do portal: Ao final do evento, o professor Gustavo Saldanha anunciou o lançamento de um portal especial em comemoração dos 50 anos do PPGCI/Ibict/UFRJ, desenvolvido pelas equipes da Coordenação de Tecnologias da Informação e Informática do Ibict (CGTI) e da Coordenação Geral de Ensino e Pesquisa, Ciência e Tecnologia da Informação (COEPE) do Ibict.

“A ideia é que todos os meses possamos partilhar mais conteúdos e contar a história desta grande conquista que é comemorar 50 anos de um programa tão importante quanto o PPGCI. Esperamos permitir que as equipes de pesquisa que estão no Ibict no Rio de Janeiro e em Brasília possam atuar conjuntamente e construir soluções e propostas que contribuam para a gestão e a organização da informação científica e tecnológica no Brasil”, explicou Tiago Braga, coordenador da CGTI do Ibict.

O Colóquio Ciência da Informação 50 anos pode ser conferido em versão integral no Youtube (clique aqui para assistir).


Patrícia Osandón
Núcleo de Comunicação Social do Ibict

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O Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia promoveu ontem (24/6), mais uma live QuartaàsQuatro. O tema desta edição foi “Mudanças Climáticas: entre desinformações e desigualdades”, com Liz-Rejane Issberner e Philippe Léna.

Liz-Rejane Issberner é pesquisadora titular do Ibict e professora do Programa de Pós-graduação em Ciência da Informação (PPGCI), desenvolvido por meio de convênio entre a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e o Ibict. A pesquisadora realizou pós-doutorado pelo Institut de Recherche pour le Développement (IRD-Paris) e é doutora e mestre em Engenharia de Produção pela COPPE/Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Philippe Léna é pesquisador emérito do (IRD-Paris), possui graduação em História e Geografia (Sorbonne, 1970) e doutorado em Geografia Humana (Universidade de Paris I Panthéon Sorbonne, 1980). Desde 1980, o professor vem se dedicando ao estudo das contradições do desenvolvimento na Amazônia e às políticas públicas visando a sustentabilidade.

Para entender melhor como se constrói o negacionismo climático, Lená apresentou de forma detalhada a linha histórica que explica as dimensões do colapso ambiental no mundo. Ele também explorou o progresso nas discussões que apontavam para a importância das questões climáticas, que só se tornaram políticas em 1989, quando representantes de governo de 60 países se reuniram em Noordwijk (Holanda) para discutir o tema.

Para o pesquisador, o negacionismo do clima (corrente que não acredita no aquecimento global como consequência da intervenção humana, por exemplo) deve ser situado num contexto mais amplo, em que são levados em conta aspectos como exclusão social, globalização, rejeição às instituições e à ciência, desvalorização da tradição e insegurança em relação ao futuro.

“O negacionismo nasceu nos meios conservadores norte-americanos como uma reação ao crescimento das ciências ambientais que ameaçavam impor regulações e limitações à iniciativa privada”, informa Léna, que cita os fenômenos que compõe ou facilitam a expressão do negacionismo, como redes sociais, fake news, ceticismo generalizado e conceitos de pós-verdade e relativismo.

Liz-Rejane chamou atenção para as formas de desigualdade na produção das mudanças climáticas e sua dimensão jurídica. Ela explica que a justiça climática é englobada pela justiça ambiental, que trata de ações como invasão de territórios indígenas ou destruição de espaços com populações tradicionais para construção de represas.

Como exemplo, a professora apresentou dados e infográficos demonstrativos com as regiões do planeta e a quantidade de suas emissões totais de CO2. A partir destas informações, relacionou o nível de emissões às questões de renda e população e apontou que “o padrão de vida é um fator determinante no nível das emissões dos países”.

Para Liz-Rejane, as ações humanas em função da lógica utilitarista do mercado desencadearam uma crise ambiental sem precedentes. “Encontrar um caminho viável para o nivelamento da desigualdade é um dos maiores desafios deste século”, completa.

Confira abaixo o vídeo completo do encontro.

Lucas Guedes
Núcleo de Comunicação Social do Ibict

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Os 50 anos do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação - desenvolvido em associação ampla entre o Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict) e Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) - serão celebrados durante o Colóquio Ciência da Informação, com o tema "Travessias... 1970-2020". O evento ocorrerá em formato on-line no dia 30 de junho, das 14h30 às 18h30, e será transmitido ao vivo pelo Youtube do PPGCI.

O colóquio é um desdobramento dos atos comemorativos do primeiro semestre do ano, como a semana de recepção, com a aula magna de Cecília Leite, diretora do Ibict, e as Escolas de Verão e de Outono. A programação do colóquio inclui a presença de pesquisadores e docentes que contribuíram para os 50 anos de atividades científicas e acadêmicas do PPGCI/Ibict/UFRJ.

A programação do evento está focada nos relatos de pesquisas teóricas e aplicadas destes personagens que marcaram a histórica do campo informacional, a partir do primeiro programa de pós-graduação em Ciência da Informação da América Latina e Caribe.

O PPGCI: O Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação oferece cursos de mestrado acadêmico e de doutorado em Ciência da Informação, tendo como objetivo geral a formação para a pesquisa e o aprimoramento em alto nível de profissionais comprometidos com o avanço do conhecimento nesse campo. O PPGCI é desenvolvido entre o Ibict e a Escola de Comunicação (ECO) da UFRJ.

O Programa tem origem no Curso de Documentação Científica (CDC), criado pelo Ibict em 1955, em nível de especialização, que foi oferecido por cerca de 35 anos ininterruptamente. Em 1970, o Ibict deu início ao curso de mestrado em Ciência na Informação, pioneiro na introdução desse campo do conhecimento no Brasil e na América Latina. O doutorado em Ciência da Informação foi iniciado em 1994. Entre 1970 e 2020, o PPGCI contou com docentes de diferentes países e formou 700 mestres e doutores em 5 décadas.

O PPGCI foi desenvolvido pelo Ibict com mandato acadêmico da UFRJ até 1981 e, de 1982 a 2002, como parte da estrutura acadêmica da Escola de Comunicação da UFRJ. De 2003 a 2008, o PPGCI funcionou em convênio com a Universidade Federal Fluminense (UFF), tendo retornado à UFRJ ao final de 2008.

Para acompanhar o evento, basta conectar-se ao Youtube do PPGCI no dia e horário do evento.


Patrícia Osandón
Núcleo de Comunicação Social do Ibict, com informações do PPGCI

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Em busca da ampliação do entendimento sobre os processos de produção, circulação e uso da informação científica e também a respeito dos desafios às estruturas e modelos tradicionais e hegemônicos da comunicação científica, o pesquisador André Appel, hoje doutor em Ciência da Informação, decidiu realizar uma ampla pesquisa sobre o assunto.

A pesquisa de André Appel gerou a tese “Dimensões Tecnopolíticas e Econômicas da Comunicação Científica em Transformação”, defendida no Programa de Pós-graduação em Ciência da Informação (PPGCI), desenvolvido por meio de convênio entre a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e o Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict). O trabalho foi orientado pela professora Sarita Albagli.

Em entrevista para o site do Ibict, André Appel, que é pesquisador da Coordenação de Tecnologias Aplicadas a Novos Produtos (COTEA) do Ibict, conta sobre a importância das transformações no processo de publicação de periódicos científicos, as quais têm ocorrido intensamente especialmente desde a pandemia de COVID-19, fato que obrigou a ciência se reinventar.

André Appel também explica sobre a importância da Ciência Aberta e do Acesso Aberto para o crescimento da ciência brasileira e mundial, em especial o potencial de renovação nos processos de produção e publicação de resultados de pesquisa, com ampliação da participação e do acesso.

Confira!

Ibict: O que motivou a escolha do tema da sua tese? Por que estudar a comunicação científica?

André Appel: Meu interesse pelos temas da comunicação científica e do Acesso Aberto vem desde a graduação, época em que participei como voluntário em um programa de iniciação científica, trabalhando em pesquisas sobre esses temas. Ao longo do mestrado e doutorado no PPGCI, por conta da rica interação com os docentes e colegas do programa, com minhas orientadoras e com diversos pesquisadores e pesquisadoras, em eventos da área e outros canais da Internet, tive a oportunidade de absorver variadas perspectivas e abordagens sobre esses temas. Depois disso, além de uma abordagem mais técnica, de análise dos suportes e fluxos de informação, procurei então investir em uma perspectiva mais crítica e mais analítica de como esses fenômenos, comunicação científica e acesso aberto, por meio de condicionantes sociais, políticos ou econômicos, chegaram às suas configurações atuais.

Ibict: Tendo como base os resultados da sua tese, qual a importância da Ciência Aberta e do Acesso Aberto?

André Appel: O Acesso Aberto, desde muito cedo, advoga pela garantia de acesso livre e gratuito ao conhecimento científico, isto é, um acesso livre de barreiras de natureza técnica, social ou econômica. Já a Ciência Aberta configurou-se como um movimento que advoga não somente pela garantia do acesso irrestrito ao conhecimento, mas também pela garantia de que todos e todas tenham chance de contribuir com o “fazer ciência”. Essas são características de uma ciência mais justa e menos elitizada e que, por consequência disso, torna-se mais eficiente na sua tarefa de beneficiar toda a sociedade, todas as culturas, e não somente determinadas nações ou determinados grupos.

Ibict: Sua tese foi produzida em 2019. Com o novo cenário vivenciado a partir da pandemia, o que mudou a partir do seu estudo?

André Appel: Creio que uma das principais mudanças diz respeito ao significativo aumento da interação e da atividade de pesquisa por meio da Internet, com a consequente ampliação da demanda por ferramentas e plataformas para mediar esse tipo de interação. Aulas, reuniões, treinamentos, disseminação de conteúdo, grande parte das atividades relacionadas à produção e circulação de conhecimentos que antes se dava pela via presencial, passou a ser realizada de forma remota. Nesse aspecto, é muito importante que possamos usufruir de infraestruturas comuns e compartilhadas de pesquisa, e isso inclui não somente ferramentas eficazes de telecomunicação audiovisual, mas também ferramentas para facilitar o acesso e o compartilhamento de dados e demais resultados de pesquisa.

Tanto no Brasil quanto no exterior vem ocorrendo um movimento de investimentos, públicos e privados, nessas infraestruturas de dados abertos e de comunicação em pesquisa, as quais agora se mostram cruciais para o intercâmbio, o monitoramento e a análise de dados sobre a pandemia, além de viabilizarem a continuidade do trabalho de pesquisa pela via remota.

Há diversas plataformas de uso comercial ou restrito permitindo o uso gratuito, especialmente para pesquisas relacionadas à Covid-19. É preciso lembrar, por outro lado, e isso eu destaco na minha pesquisa, que esse uso não é a custo zero. Enquanto interagimos e inserimos dados nessas plataformas, nós trabalhamos indiretamente para a melhoria e para o aperfeiçoamento delas, alimentando algoritmos e modelos computacionais, gerando novos conjuntos de dados para análise de desempenho e produtividade em pesquisa e novas ferramentas que não necessariamente serão fornecidas de graça no futuro. O advento da pandemia, por exemplo, resulta em condições extremas de uso dessas plataformas e em volumes de dados para análise e avaliação de desempenho outrora inalcançáveis.

Ibict: É correto dizer que a comunicação científica nunca mais será a mesma depois da pandemia?

André Appel: Na visão de diversos estudiosos da área, a comunicação científica compreende basicamente dois grandes conjuntos de canais. Os formais, onde estão os livros e periódicos, que são avaliados e validados por pares e também são de ampla circulação; e os canais informais, que envolvem as comunicações tradicionalmente mais efêmeras, resumidas, menos formais, e que circulam entre um público mais restrito. Lembrando que essas definições já sofreram muitas transformações com a transição para o ambiente digital, mas muitos aspectos ainda se mantêm. E, a meu ver, os canais informais são os mais impactados pela pandemia, até o momento.

Penso em três exemplos para explicitar isso. Primeiro, o dos colégios invisíveis, essa que é uma expressão usada para representar pequenos grupos de cientistas, que se comunicam constantemente e sob uma intensa relação de confiança. São aqueles colegas com quem a gente primeiro compartilha ideias, textos, resultados de pesquisa etc. em busca de revisões, conselhos, novas ideias e diferentes perspectivas. Esses grupos que há muito tempo fazem uso das telecomunicações, farão agora um uso ainda mais intensivo e enfrentarão menos barreiras para manter o contato, mesmo com a redução da interação presencial.

Como segundo exemplo, cito o caso das comunicações realizadas em congressos e eventos que, creio eu, levarão muito tempo ainda para voltar a ocorrer de forma presencial. E mesmo com o retorno, creio que se configurem de forma totalmente diferente do que estamos acostumados, muito em função das inúmeras experimentações que têm ocorrido nesse período da pandemia. Tenho visto congressos em que trabalhos são apresentados na forma de posts no Twitter, palestras e seminários com transmissão ao vivo para públicos amplos, seminários no formato de webconferências, nos quais o público tem uma presença um pouco mais destacada em relação às transmissões, entre outros exemplos.

Esse contexto traz alguns prejuízos, como a perda da informalidade inerente à comunicação face-a-face, fazendo com que muitos se sintam constringidos ou pouco à vontade para se manifestar, além da perda das conversas e trocas de ideias durante os intervalos do café e outros fatores. Por outro lado, traz também benefícios, como a disponibilidade para um público maior e mais disperso geograficamente, que outrora não teria condições de participar por dificuldade de descolamento, por exemplo, além do potencial de multitarefa, ou seja, possibilidade de acompanhar os eventos enquanto trabalhamos em outras atividades. Como terceiro exemplo, trago a questão dos preprints, que também têm seu protagonismo ampliado durante a pandemia.

Ibict: Poderia contar um pouco sobre o que são preprints?

André Appel: Preprints são formas de comunicação prévia e mais ágil de resultados de pesquisa enquanto estes ainda passam pelo processo de validação e revisão por pares ou enquanto aguardam publicação formal e chancela final da comunidade científica, com a publicação em um periódico científico. Esse processo pode levar de semanas a meses, tempo este que é absolutamente crítico em meio a uma pandemia. No Brasil, ganham destaque duas novas iniciativas para viabilizar a disponibilização de preprints, uma delas encabeçada pela parceria entre Ibict e Abec e outra encabeçada pela rede SciELO, ambas com foco, no momento, na difusão de pesquisas sobre Coronavírus e Covid-19.

No plano global, um estudo recente, um preprint, justamente, mostra que mais de 40% de toda a literatura sobre Covid-19 gerada até o momento foi divulgada como preprint. Com o crescimento desse protagonismo, pode-se vislumbrar um cenário futuro em que todos os novos resultados de pesquisa sejam primeiramente depositados em repositórios de preprints, os quais serão monitorados de perto por editores e editoras que, por sua vez, convidarão os autores a publicarem aqueles resultados também em seus periódicos, conforme interesse temático, interesse em receber citações etc., fazendo com que periódicos se tornem espécies de coleções curadas de preprints/artigos.

E para todos esses três exemplos que acabo de citar, ressalto novamente a importância das plataformas e infraestruturas anteriormente mencionadas, pois elas subsidiam muitas das atividades nesses canais informais.

Ibict: Quais limites você encontrou como pesquisador para a realização do seu estudo? Recomendaria outros estudos nesse sentido?

André Appel: Acho que o principal desafio enfrentado diz respeito à dinamicidade da relação comunicação científica e Acesso Aberto. A todo momento surgem novas proposições, práticas, diretrizes, novos modelos de negócio no cenário comercial etc., tornando difícil documentar e analisar todos esses acontecimentos.

Outra dificuldade está na barreira linguística e geográfica. Linguística quando muitos dos estudos sobre o tema são publicados em outros idiomas ou quando a gente precisa publicar nossos próprios estudos em outro idioma para atingir um público mais amplo ou em atendimento a demandas de avaliação e de produtividade, e isso gera uma camada extra de atenção e de trabalho, por assim dizer, e geográfica quando reuniões e discussões importantes sobre o tema ocorrem em regiões distantes e a gente não tem a chance de acompanhar presencialmente. Minha recomendação é para que se intensifiquem os estudos sobre as plataformas e infraestruturas de pesquisa, especialmente de acesso, código e padrões abertos, para que não fiquemos reféns de soluções pagas no futuro.

A tese em versão integral de André Appel pode ser encontrada no Repositório Institucional do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia - RIDI/Ibict, clicando aqui.


Patrícia Osandón
Núcleo de Comunicação Social do Ibict

Publicado em Notícias

A próxima QuartaàsQuatro – live tradicionalmente promovida pelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict) às quartas-feiras, às 16h, reunirá os pesquisadores Liz-Rejane Issberner e Philippe Léna para uma conversa sobre “Mudanças Climáticas: entre desinformações e desigualdades”.

Liz-Rejane Issberner é pesquisadora titular do Ibict e professora do Programa de Pós-graduação em Ciência da Informação (PPGCI), desenvolvido por meio de convênio entre a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e o Ibict. A pesquisadora realizou pós-doutorado pelo Institut de Recherche pour le Développement (IRD-Paris) e é doutora e mestre em Engenharia de Produção pela COPPE/Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Philippe Léna é pesquisador emérito do Institut de Recherche pour le Développement. Possui graduação em História e Geografia (Sorbonne, 1970) e doutorado em Geografia Humana (Universidade de Paris I Panthéon Sorbonne, 1980). Desde 1980, o professor vem se dedicando ao estudo das contradições do desenvolvimento na Amazônia e às políticas públicas visando a sustentabilidade.

Liz-Rejane Issberner e Philippe Léna são organizadores do livro “Brazil in the Anthropocene. Conflicts between predatory development and environmental policies” (em português: Brasil no Antropoceno. Conflitos entre desenvolvimento predatório e políticas ambientais), lançado em 2017. O livro vem se destacando nas Ciências Humanas e Sociais pela forma como aborda as questões sobre o antropoceno, o desenvolvimento e o meio ambiente.

O evento acontecerá no canal do Youtube do Ibict. Não perca!

Clique aqui para acessar o link direto da live. 



Patrícia Osandón
Núcleo de Comunicação Social do Ibict

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