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Página inicial > Sala de Imprensa > Notícias > III Reunião de Coordenadores de Marcos do Compromisso pela Ciência Aberta
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O Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict) promoveu no dia (01/07), mais uma live QuartaàsQuatro. O tema desta edição foi “Software Livre e a Gestão da Informação Nacional”.

Nesta edição, Milton Shintaku, Coordenador da área de Articulação, Geração e Aplicação de Tecnologia do Ibict (COTEC), conversou com Luana Farias Sales, Coordenadora-Geral de Acesso e Difusão de Acervos do Arquivo Nacional e docente do Programa de Pós-graduação em Ciência da Informação do convênio IBICT-UFRJ.

“A ideia desta live foi a gente apresentar possibilidades para o pessoal que trabalha com gestão de informação. Tem muita coisa nova acontecendo e às vezes a gente não sabe da existência do software livre”, conta Luana Sales.

Em sua apresentação, Sales abordou conceitos da Gestão da Informação e de Software Livre e deu dicas sobre como ter um bom sistema informacional. “O primeiro passo da gestão da informação é compreender quem é o seu usuário, o contexto no qual você está inserido e tentar minimizar o tempo e o custo que esse usuário vai ter para acessar a informação exata que ele deseja”, diz a bibliotecária.

Milton Shintaku aprofundou as diversas dimensões do software livre e contou um pouco sobre o trabalho do Ibict com essas tecnologias. Atualmente o instituto oferece apoio técnico e capacitação na implementação de projetos em software livre para a gestão do conhecimento. “A gente vem trabalhando há muito tempo com a questão de tecnologia para a gestão da informação. Geralmente sempre utilizamos software livre, o que tem nos dado um bom resultado”, ressalta o coordenador da COTEC.   

O especialista citou exemplos de software livre e suas possibilidades de uso como o Koha (bibliotecas), Fólio (bibliotecas), Omeka (repositórios museológicos), CKAN (dados abertos), TemaTres (vocabulários controlados), OJS (periódicos científicos), DSpace (repositórios bibliográficos), entre outros.  

Outro ponto abordado na live foi a relação dos profissionais da gestão da informação com os profissionais e a área de informática. “Eu venho defendendo o trabalho do bibliotecário na elaboração do projeto, especialmente bibliotecas universitárias que podem dar o apoio na pesquisa”, diz Sales. Shintaku também ressaltou a importância de o bibliotecário trabalhar com dados e a informação em ambientes digitais. “A biblioteca tem que entrar no fluxo informacional da instituição”.

A QuartaàsQuatro é uma série de conversas com especialistas promovida pelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict), unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI).

A live está disponível na íntegra no canal do Youtube do Ibict. Clique aqui para assistir.

 

Carolina Cunha

Núcleo de Comunicação Social do Ibict

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Representantes da comunidade da Avaliação do Ciclo de Vida (ACV) brasileira se reuniram no dia 22 de junho para discutir temas como padronização, normatização e representatividade dos Inventários do Ciclo de Vida de produtos brasileiros (ICVs).

O webinário “Guia Qualidata - requisitos de qualidade de conjuntos de dados para o SICV Brasil” contou com a participação de 71 pessoas e foi ministrado por Thiago Rodrigues e Tiago Braga (Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia - Ibict) e João Paulo Savioli (Gyro/Universidade Tecnológica Federal do Paraná - UTFPR).

O encontro foi realizado para atender a demanda dos projetos aprovados na chamada MCTI-CNPq n° 40/2018, criada para apoiar a execução de projetos de pesquisa focados na construção de ICVs e alimentar o Banco Nacional de Inventários de Ciclo de Vida (SICV Brasil) em consonância com as diretrizes do Guia Qualidata.

De acordo com Thiago Rodrigues, mais de 40 inventários que estão sendo produzidos com o apoio da chamada estão de acordo com os requisitos do Qualidata. “Além do guia, pudemos conhecer o conversor de formatos para inventários (ecospold 2 -> ILCD) e o Importador, nova plataforma para submissão de inventários ao SICV Brasil”, relata.

Lançado em 2017, no II Fórum Brasileiro de Avaliação do Ciclo de Vida (BRACV), o guia tem como objetivo orientar a submissão de datasets para o SICV Brasil de acordo com os requisitos mínimos exigidos de documentação e garantir que estejam disponibilizadas as informações necessárias para o usuário interpretar os resultados sem restringir métodos de elaboração de conjuntos de dados.

Para acessar o guia, clique aqui.

Lucas Guedes
Núcleo de Comunicação Social do Ibict

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Terça, 23 Junho 2020 13:42

Confira o volume 4 da revista LALCA

Um artigo sobre emissões de gases de efeito estufa evitadas em Cabo Verde e outro sobre aplicação de ferramentas de otimização com base em Avaliação do Ciclo de Vida (ACV) na produção de frutos e subprodutos de citrino fazem parte do quarto volume da Revista Latino-Americana em Avaliação do Ciclo de Vida (LALCA).

Em Emissões de GEE evitadas em Cabo Verde: estimativa em um cenário de adoção de fontes energéticas renováveis em 2025, os pesquisadores Gabriel Leuzinger Coutinho e João Nildo Vianna estimam as emissões de gases de efeito estufa (GEE) que seriam evitadas, caso o plano apresentado em 2017 (de que, em 2025, ao menos 50% de sua energia elétrica fosse gerada por fontes renováveis) seja executado.

A partir da utilização do método de ACV das fontes renováveis, foram calculadas as emissões que seriam evitadas com a não utilização de usinas termelétricas para gerar a energia que passaria a ser fornecida no arquipélago no período indicado.

Já a pesquisa argentina Estado da arte da aplicação de ferramentas de otimização com base na avaliação do ciclo de vida na produção de frutos e subprodutos de citrino, de Maria Emilia Iñigo Martínez e Alejandro Pablo Arena, busca encontrar coincidências, diferenças e lacunas em artigos científicos existentes sobre a metodologia de ACV e sua aplicação para otimizar a produção de frutas cítricas e derivados.

Os pesquisadores fizeram a revisão e a seleção do material científico de acordo com as publicações que utilizaram a metodologia ACV, as técnicas de otimização e a combinação das duas metodologias para, em seguida, avaliar, de acordo com as diretrizes das ISO 14040 e 14044, que apresentam os princípios e procedimentos necessários para a ACV de produtos.

A LALCA é um periódico do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict) e, desde o volume 3 (2019), passou a publicar artigos na modalidade de publicação contínua, ou seja, logo após a revisão e a diagramação, sem necessidade de aguardar o fechamento de uma edição com um número mínimo de artigos, como era feito anteriormente.

As submissões para a LALCA são analisadas por uma equipe multidisciplinar de especialistas, observando os princípios do rigor científico e a qualidade da pesquisa, e podem ser realizadas pelo site da revista. Após breve cadastro, é preciso verificar se o trabalho está em acordo com o escopo da revista e seguir os próximos passos. Serão aceitos artigos em língua portuguesa, espanhola, ou inglesa, com resumos nas três línguas, obrigatoriamente.

Para ter acesso à LALCA e submeter seu trabalho, clique aqui.

Lucas Guedes
Núcleo de Comunicação Social do Ibict

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O Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict) participou ontem, 11/6, da apresentação e do lançamento da rede Global LCA Data Access (GLAD). Em formato de webinar, o evento reuniu consultores, representantes de bases de dados e agentes governamentais ligados à Avaliação do Ciclo de Vida (ACV) ao redor do mundo.

Com painéis, pesquisas interativas e demonstrações ao vivo dos principais recursos da GLAD, o evento buscou aprofundar a experiência dos fornecedores de conjuntos de dados (datasets) desde o início da rede, em 2012, quando a Comissão Europeia realizou o Fórum Internacional de ACV.

A abertura do encontro foi realizada por Llorenç Milà i Canals, do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), que conduziu o lançamento organizando as apresentações dos participantes. Dentre eles, Tiago Braga, coordenador-geral de Tecnologias da Informação e Informática (CGTI) e Thiago Rodrigues, especialista em ACV e pesquisador na coordenação de Tecnologias Aplicadas a Novos Produtos (COTEA) do Ibict.

Em sua fala, Thiago Rodrigues expôs porque a GLAD é importante para o Banco Nacional de Inventários do Ciclo de Vida de Produtos Brasileiros (SICV Brasil), sistema criado pelo Ibict para abrigar Inventários do Ciclo de Vida (ICVs) de produtos nacionais. Para ele, a relevância vem do aumento substancial da visibilidade e alcance dos datasets brasileiros inseridos na GLAD, o que faz do SICV um banco de dados global.

De acordo com o pesquisador, as cadeias produtivas são globais para quase todo e qualquer produto. “Uma pesquisadora na Europa ou um gerente de sustentabilidade na Ásia ou ainda uma agente governamental na África podem precisar de dados ambientais sobre produtos que importam do Brasil para tomar decisões mais efetivas para mitigar impactos socioambientais”, explica.

Tiago Braga disse que um dos principais motivos por que o Brasil optou por fazer parte da GLAD foi a oportunidade de ter uma rede global aberta que suportasse conexões de uma diversidade de usuários, com o objetivo de encontrar informações que permitam compreender melhor o fluxo de energia e materiais e como a produção de bens e serviços poderia impactar nosso meio ambiente.

Ainda segundo o coordenador, como instituição responsável por hospedar reconhecidos datasets nacionais da ACV , “o Ibict apoiou a GLAD desde o início, pois acredita que todos são beneficiados quando há um projeto focado em fornecer informações importantes e a rede que estamos lançando hoje sempre se comprometeu com isso”.

A íntegra da gravação será disponibilizada em breve.

 A GLAD

Criada em 2012, a Global LCA Data Access (GLAD) é uma rede global entre países que visa permitir a interoperabilidade de estudos de Inventário do Ciclo de Vida. Basicamente o que se pretende é possibilitar que estudos feitos em qualquer ferramenta possam ser utilizados em qualquer outra ferramenta e compartilhados entre bancos de dados diferentes.

O Ibict foi o primeiro a presidir a rede, e hospedou o encontro de 2016 da GLAD. Participa juntamente com instituições e empresas de países como Chile, China, Estados Unidos, França, Japão, Itália, Malásia, México, Suécia, Suíça e Tailândia – e União Europeia.

Lucas Guedes
Núcleo de Comunicação Social do Ibict

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Terça, 09 Junho 2020 12:37

GCV2020 altera calendário de atividades

A comissão organizadora da sétima edição do Congresso Brasileiro sobre Gestão do Ciclo de Vida (GCV2020), marcada para acontecer entre os dias 19 e 22 de outubro deste ano, informa que não será mais possível a realização do evento conforme previsto.

Seguindo as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e decretos de ordem estadual e municipal sobre a pandemia do coronavírus, a equipe de organização decidiu refazer o calendário e a previsão é de que o evento aconteça em 2021.

O GCV2020 seria realizado em Gramado (RS), dois anos após a última edição, que aconteceu em Brasília em 2018, organizada pelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict) e promovida pela Associação Brasileira de Ciclo de Vida (ABCV).

Considerado um dos mais importantes eventos sobre Avaliação do Ciclo de Vida (ACV) no Brasil, o GCV reúne estudantes, pesquisadores e profissionais que atuam ou estejam interessados em discussões sobre avaliação e gestão do ciclo de vida no Brasil e no mundo a partir de temas como, por exemplo, inventário e avaliação de impactos, ecodesign, economia circular, dentre outros.

Com o tema “Contribuições para os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável”, a sétima edição do GCV tratará também da utilização empresarial da ACV e pretende conectar diferentes setores produtivos como energia, transporte, indústria, cidades e alimentação.

A comissão orienta os participantes a ficarem atentos às redes sociais e ao site oficial do evento para obterem informações relacionadas a publicações e ao novo calendário. Veja abaixo os endereços e, caso haja alguma dúvida, acesse o formulário de contato disponível aqui.

Site: ufrgs.br/gcv2020

Instagram: instagram.com/gcv2020

Facebook: facebook.com/gcv2020

Lucas Guedes
Núcleo de Comunicação Social do Ibict

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A comissão organizadora do XVII Seminário Nacional de Arranjos Produtivos Locais de Base Mineral e do XIV Encontro do Comitê Temático Rede Brasileira de Arranjos Produtivos Locais de Base Mineral se reuniu no último dia 21 de maio para discutir os desdobramentos dos eventos, que estão previstos para acontecer entre os dias 11 a 13 de novembro.

A reunião, realizada por meio de videoconferência, tratou ainda de apresentar propostas para apoiar o setor de Base Mineral no enfrentamento à crise provocada pela pandemia e na recuperação dos pequenos negócios de mineração depois desse período.

O pesquisador Roosevelt Tomé Silva Filho, que atua como bolsista no projeto de Arranjos Produtivos Locais (APL) dentro da Coordenação de Tecnologias Aplicadas a Novos Negócios (COTEA), participou do encontro representando o Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict), uma das instituições que compõe a Secretaria Executiva da RedeAPLmineral.

Também estiveram presentes representantes do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), do Ministério da Economia (ME), do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), do Banco do Nordeste (BNB), do Centro de Tecnologia Mineral (CETEM), da Universidade de São Paulo (USP) e do Sindicato da Indústria do Gesso (SINDUSGESSO).

Segundo Roosevelt, o CT RedeAPLmineral está estruturando uma série de webinars com o objetivo de aproximar o setor e a sociedade, além de manter o espírito da atuação colaborativa em rede. “O primeiro encontro terá como tema Crédito e garantias para o enfrentamento à crise provocada pela pandemia. Estes encontros virtuais, promovidos pelo Diálogos com o Setor Mineral, subsidiarão a realização do Seminário de novembro, cujo tema central definido pela comissão organizadora será Os impactos e as oportunidades para o setor mineral em tempos de Covid”, relata.

O tema do primeiro webinar foi escolhido devido à necessidade de informar e orientar as indústrias do setor de base mineral sobre como e onde obter crédito para apoiar ao setor no enfrentamento à crise. A ideia para os próximos eventos é discutir assuntos como informalidade; saúde e segurança no trabalho; meio ambiente; canais de venda; mercados doméstico e internacional; cooperativismo; estatísticas e informação qualificada, infraestrutura e logística, entre outros.

A webconferência de abertura está marcada para o dia 15 de junho (segunda-feira), às 18h. Além de Roosevelt, que será o mediador, participarão ainda Antonia Tallarida Serra Martins, subsecretária substituta da SEMPE e secretária adjunta da SDIC, Ceissa Campos Costa, presidente do SINDUSGESSO, Fernando Bezerra Coelho, senador do Estado de Pernambuco, Thiago dos Passos, agente de desenvolvimento do Banco do Nordeste em Araripina (PE), Marlon Pereira Neves, gerente geral do Banco do Brasil em Araripina (PE) e Victor Lacerda, gerente de pessoa jurídica da Caixa Econômica Federal em Araripina (PE).

 A transmissão será realizada na página do Youtube do SEBRAE-PE.

Lucas Guedes
Núcleo de Comunicação Social do Ibict

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O Ministério Público do Acre (MPAC) publicou o Anuário da Gestão de Resíduos no estado do Acre, que conta com a descrição de ações, resultados e avanços obtidos em 2019 no âmbito do projeto Cidades Saneadas.

Entre os destaques do ano, o documento apresenta a Oficina Amazônia Legal sem Resíduo, executada pelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict) e financiada pela Fundação Nacional de Saúde (Funasa), vinculada ao Ministério da Saúde.

O evento aconteceu em julho de 2019, em Rio Branco. Participaram gestores de meio ambiente de 13 municípios, além de instituições públicas, ONGs, universidades e membros da sociedade civil, que discutiram as diferentes perspectivas para a gestão de resíduos sólidos nos mais diversos contextos.

Na publicação é possível ter acesso às conclusões da equipe de pesquisadores do Ibict, que apresentam questões sobre a minimização de geração de resíduos e uso de tecnologias nesta área e a necessidade da criação de políticas públicas para conscientização e envolvimento da sociedade na gestão dos resíduos sólidos, entre outros.

Em reunião realizada no mês passado entre o Ibict e o MPAC, a coordenadora do Centro de Apoio Operacional de Defesa do Meio Ambiente, Patrimônio Histórico e Cultural, Habitação e Urbanismo (CAOP-MAPHU) e procuradora de Justiça Rita de Cássia Nogueira Lima relatou que “a iniciativa do Ibict vem ajudar e complementar o nosso projeto Cidades Saneadas, o qual já apresentou muitos resultados positivos, melhorando em muito os cenários das nossas cidades, com uma sensível diminuição da degradação ambiental, com reflexo direito na saúde das pessoas”.

O Anuário apresenta ainda os desafios para este ano, como a captação de recursos para que os municípios iniciem a construção de seus aterros sanitários e a conclusão do Sistema on-line do Projeto Cidades Saneadas como importante ferramenta para acompanhamento e controle das ações desenvolvidas pelas prefeituras na gestão dos resíduos.

Lucas Guedes
Núcleo de Comunicação Social do Ibict

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O Banco Nacional de Inventários do Ciclo de Vida de Produtos Brasileiros (SICV Brasil) vai receber quase 200 novos inventários (ICVs) do setor agrícola, construção civil, hotelaria e energia produzidos no âmbito do projeto Sustainable Recycling Industries (SRI).

O projeto foi financiado pelo governo suíço e o componente específico para ICVs foi coordenado pela ecoinvent, por isso, um rigoroso trabalho de pesquisa para a conversão segura dos formatos (ecospold >>> ILCD) tem sido desenvolvido.

Esse trabalho é uma parceria do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict) com a Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), que desenvolveu um conversor de inventários que será incorporado ao importador do SICV Brasil.

Thiago Rodrigues, especialista em Avaliação do Ciclo de Vida (ACV), explica que o conversor é um dos resultados do projeto Rota Estratégica de Base de Dados Nacionais de ACV, executado pela UTFPR e pelo Ibict, supervisionado pela ecoinvent, implementado pela ONU Meio Ambiente e financiado pela Comunidade Europeia.

Para testar a ferramenta, 115 inventários da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) já foram convertidos e 45 do Instituto de Pesquisas Tecnológicas de São Paulo, vinculado à USP, estão no processo de conversão.

No momento, especialistas da Embrapa estão checando os resultados da conversão. “O processo tem sido exitoso e os inventários convertidos são funcionais, mas ainda há pequenos ajustes a serem feitos. A expectativa é que na ocasião do Congresso Brasileiro de Gestão do Ciclo de Vida (GCV 2020), que acontece em outubro, o SICV já tenha esses inventários inseridos e disponibilizados gratuitamente para a sociedade”, completa Thiago.

O SICV Brasil é um banco de dados criado pelo Ibict para abrigar Inventários do Ciclo de Vida (ICVs) de produtos nacionais. O sistema é um gerenciador de bases de dados que visa um conjunto consolidado dos inventários brasileiros, o que implica diretamente no aumento da competitividade da indústria nacional vinculado a um melhor desempenho ambiental de produtos e serviços.

O banco de inventários centraliza as informações de ICVs, possibilitando a diferentes usuários de diversos setores como governo, indústria e academia, manterem seus inventários dentro de um mesmo vinculo chamado de “nó”. Esses vínculos se conectam formando uma rede de dados de ACV, baseada em uma estrutura de informações mundialmente integrada.

Para saber mais sobre o SICV Brasil, clique aqui.

Lucas Guedes
Núcleo de Comunicação Social do Ibict

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Entre os dias 22 e 24 de julho de 2020, será realizado o eDOC Online Engenharia, o primeiro evento no Brasil que o seguimento de Gestão da Informação fará sobre o assunto.

Com o tema Engenharia & Gestão da Informação no cenário da Transformação Digital & Cases Paperless, o evento vai reunir os melhores especialistas da área para discutir as principais tendências, perspectivas e aplicações da transformação digital na Gestão da Informação e documentação em projetos da Engenharia 4.0.

O eDOC será realizado em três dias, divididos em painéis temáticos com os assuntos mais atuais da área, contando com debates, mesas-redondas, exposições individuais e em grupo em um espaço virtual para interações e questionamentos do público para cada apresentação.

Entre os palestrantes confirmados está Thiago Rodrigues, engenheiro florestal e pesquisador do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict), que vai falar sobre a Gestão da informação tecnológica para sustentabilidade e quais são as perspectivas da Engenharia 4.0 e Sociedade 5.0.

Para Thiago, a sustentabilidade é a condição para a manutenção tanto de indivíduos quanto de sociedades, de microempresas a conglomerados empresariais, de córregos a oceanos. “Trata-se de um equilíbrio dinâmico entre várias dimensões, sendo as mais conhecidas a ambiental, a social e a econômica. Cada uma delas, por sua vez, se amparam em muitíssimos indicadores que vão conjuntamente chancelar o grau ou nível de sustentabilidade de cada uma”.

O especialista analisa que o século XXI é o auge da sociedade da informação, momento em que os dados são “novo petróleo" e fomentam a quarta revolução industrial e a Engenharia 4.0 é um dos pilares dessa revolução, uma engenharia fundamentada em compartilhamento de dados em qualquer etapa do processo produtivo.

O termo Engenharia 4.0 surge quase que simultaneamente ao da Indústria 4.0, a partir do desenvolvimento de novas tecnologias de produção que surgiram após as três revoluções industriais caracterizadas principalmente pelos avanços das áreas de mecânica (1780), elétrica (1870) e automação (1969). Neste sentido, a indústria 4.0 (2000+) tem como base enfoques na internet das coisas, em segurança, em big data analytics e em inteligência artificial, por exemplo.

Fazem parte da Engenharia 4.0, segundo informações da Faculdade de Rondônia, os aplicativos que ajudam a listar e organizar rotinas de trabalho; softwares e plataformas que contribuem para o planejamento e a gestão de projetos; programas de desenho técnico e construção de modelos 3D e robôs que auxiliam o trabalho nas linhas de produção.

Entretanto, o pesquisador alerta que não estamos ainda, a rigor, na sociedade 4.0 ou na sociedade da informação, uma vez que há milhões de excluídos, sem acesso aos equipamentos para se incluir pela internet. “Não podemos falar em sociedades avançadas enquanto tivermos tantos à margem. A inclusão de todxs é condição para a sustentabilidade, o ‘novo petróleo’ deve ser de todxs”. Daí a importância de discutir estes temas no âmbito da sustentabilidade e da engenharia.

Além da apresentação de projetos temáticos e cases de empresas públicas e privadas que abordam a relação entre Informação e Engenharia, serão discutidos temas como Digital Governament: soluções práticas para um governo digital em projetos de Engenharia; Gestão e fluxo da Informação na Engenharia: ambientes, ações, processos e ferramentas colaborativas; e Ambiente Paperless: como conviver com a gestão híbrida na Engenharia e avançar?

O evento é 100% online e gratuito. A programação completa pode ser acessada aqui e as inscrições já podem ser realizadas neste link.

Lucas Guedes
Núcleo de Comunicação Social do Ibict

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O setor produtivo brasileiro tem enfrentado uma série de consequências com a pandemia do novo coronavírus e vivenciado grandes impactos econômicos na indústria, no comércio e nos serviços de pequeno, médio e grande porte.

Com as restrições de circulação da população e a paralização temporária de alguns serviços, como forma de prevenção e combate ao vírus, os microempreendedores tendem a ser bastante afetados em decorrência da diminuição das vendas.

Desde 2004, o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), com apoio do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict), mantém o Serviço Brasileiro de Respostas Técnicas, o SBRT, um sistema gratuito de informação tecnológica que tem a missão de orientar na solução de problemas em produtos, sobretudo de pequenos negócios. O serviço conta ainda com a parceria do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

Em novembro de 2019, na comemoração dos 15 anos do SBRT, o ministro Marcos Pontes destacou a importância do serviço. “A real finalidade de um ministério como o MCTIC é reduzir o gap entre produção de conhecimento e produção de inovação”, disse no evento, que contou com a presença de representantes das instituições parceiras e de empresários beneficiados pelo programa.

Durante a pandemia, o serviço tem sido uma fonte essencial de pesquisa para microempreendedores que querem começar um novo negócio, que precisam melhorar seus processos de produção ou desenvolver novos produtos. Por meio do serviço, podem contar com soluções personalizadas para resolver problemas de tecnologia de baixa complexidade em diversas áreas de atuação.

Para Marcel Garcia de Souza, coordenador de Tecnologias Aplicadas a Novos Produtos do Ibict (COTEA), o SBRT vai ajudar pessoas que necessitam se reinventar e buscar novas fontes de renda em meio à crise. “O SBRT é uma ferramenta poderosa no período da pandemia e vai ajudar pessoas que ficaram desempregadas, que queiram se aprofundar mais em seus negócios ou até mesmo iniciar um novo projeto”, explica.

Segundo o coordenador, houve um aumento significativo das pesquisas no site em relação ao mesmo período do ano passado e já há, inclusive, questões relacionadas diretamente à pandemia. Como exemplo, há uma resposta técnica publicada recentemente, que apresenta informações sobre os materiais de fabricação de máscaras de proteção ao COVID-19 por meio de impressoras 3D. Com uma introdução ao tema, seguida de recomendações, o documento apresenta dados científicos e referenciados, que proporcionam ao usuário toda a base necessária para a realização do procedimento requisitado.

Há ainda soluções para questões relacionadas à fabricação de álcool gel 70%, de respiradores mecânicos e ventiladores pulmonares até melhores formas de higienização de roupas em durante a pandemia. As respostas são personalizadas na forma de documentos técnicos que ficam armazenados na base de conteúdos hospedada pelo Ibict.

Para acessar as respostas mais recentes, clique aqui.

Como funciona o SBRT

No intuito de atender as demandas de empreendedores que necessitam de informações técnicas para a melhoria de seus produtos e processos, o SBRT possui um banco de dados com quase 34 mil respostas e dossiês técnicos, resultado de cerca de 66 mil perguntas realizadas pelos usuários da plataforma com mais de um milhão de acessos diretos aos seus conteúdos desde a sua criação.

Para elaborar as repostas técnicas, fazem parte da rede: Agência USP de Inovação – Universidade de São Paulo (AUSPIN), Centro de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico da Universidade de Brasília (CDT/UnB), Instituto Euvaldo Lodi da Bahia (IEL/BA), Instituto Euvaldo Lodi de Minas Gerais (IEL/MG), Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), Rede de Tecnologia e Inovação do Rio de Janeiro (Redetec), Sistema Integrado de Respostas Técnicas da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (SIRT/UNESP), Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial/Departamento Regional do Amazonas (Senai/AM) e Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial/Departamento Regional do Rio Grande do Sul (SENAI-RS).

Quem se interessar em enviar uma questão, basta realizar um cadastro no site do SBRT e preencher os campos solicitados. Antes de realizar a solicitação, recomenda-se fazer uma busca para consultar o banco de Informação e verificar se já não existe uma resposta. Caso não encontre, deve-se escolher a opção “Fazer Nova Solicitação”, que será encaminhada automaticamente à instituição integrante da rede mais próxima de você e respondida por especialistas.

O sistema envia, então, um link da resposta para o endereço de e-mail informado no cadastro com a solução personalizada, que será publicada na base de dados do sistema de informação SBRT (sem identificação do autor da pergunta) para divulgação e livre utilização por outros empreendedores ou microempresários que estejam passando pela mesma necessidade tecnológica. O prazo para a resposta é de 8 dias.

Lucas Guedes
Núcleo de Comunicação Social do Ibict

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