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Pesquisadores do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict) e instituições parceiras participaram de reuniões virtuais da Open Repositories 2020, entre os dias 1 e 2 de junho. Os encontros on-line foram uma solução proposta para o adiamento da Open Repositories deste ano, remarcada para 31 de maio a 3 de junho de 2021. O evento segue até o dia 4 de junho.

A Open Repositories 2020 é totalmente aberta ao público e promove discussões atuais, inovações e avanços recentes sobre repositórios. O objetivo do encontro é criar espaços para aprendizado e conexões durante a semana em que a Open Repositories 2020 teria ocorrido.

Washington Segundo, coordenador do Laboratório de Metodologia de Tratamento e Disseminação da Informação (COLAB) do Ibict, detalha a importância da participação do Brasil no evento. “É o principal evento da comunidade de usuários e desenvolvedores de repositórios abertos. Neste ano tivemos seis trabalhos aceitos, dois na modalidade apresentação completa, um na modalidade apresentação curta e três na modalidade pôster. É muito gratificante poder trabalhar nessa frente de Ciência Aberta, divulgando as ações do Ibict sobre o tema de forma ampla e internacional”, explica Washington.

Os trabalhos apresentados durante o evento foram resultado de colaborações entre a equipe do COLAB e instituições como LA Referencia, OpenAIRE, FCT (Portugal), CONCYTEC (Perú), Universidade do Minho (Portugal), empresa Neki IT e Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS).

É possível conferir on-line alguns dos trabalhos apresentados com participação de pesquisadores do Ibict (clique nos títulos para abrir, em inglês):

Título: Discovering trending topics in open digital repositories
Autores: Lucca de Farias Ramalho e Washington Luís Carvalho Segundo

Título: Brazilian DSpace community: The experience to unleash collaboration
Autores: Tiago Martins da Costa Ferreira e Washington Luís Carvalho Segundo

Título: A widely deployable and OpenAire-compatible DSpace usage data collector for LA Referencia
Autores: Lautaro Matas (LA Referencia), César Olivares (CONCYTEC – Perú), Washington Segundo (Ibict – Brasil), Vanderlino Neto (CNEN – Brasil), Rino Vargas (CONCYTEC – Perú) e Guilhermo Murilo (LA Referencia)

Título: Methodology for building digital thematic libraries
Autores: Lucca de Farias Ramalho e Washington Luís Carvalho Segundo

Trabalhos de várias partes do mundo apresentados durante o evento podem ser encontrados no seguinte link: https://or2020.sun.ac.za/virtual-poster-session/.

As apresentações estão sendo gravadas e enviadas para a comunidade Zenodo Open Repositories e serão posteriormente postadas no YouTube.


Patrícia Osandón
Núcleo de Comunicação Social do Ibict

Publicado em Notícias

No dia 29 de maio, Bianca Amaro, coordenadora geral de Pesquisa e Manutenção de Produtos Consolidados do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict), conduziu um webinar sobre o tema “Acesso Aberto e o Novo Normal”. O evento on-line foi promovido pelo grupo Gestão da Informação e do Conhecimento na Amazônia (GICA), da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), em parceria com a empresa tecnológica Neki-IT, e reuniu participantes do Brasil inteiro para reflexões sobre informação, repositórios institucionais, Ciência aberta e as transformações causadas no mundo desde a epidemia de COVID-19.

Bianca Amaro abriu a palestra a partir do conceito a respeito do “novo normal”, explicando como a Ciência Aberta está inserida nesse contexto. Para Bianca Amaro, o chamado “novo normal” vem afetando todas as camadas da sociedade e não tem sido diferente no meio científico. A pesquisadora explicou que “há muitas pessoas ainda a convencer sobre a importância do acesso aberto. Precisamos fazer um trabalho muito grande em relação aos pesquisadores. Pelo bem da ciência, a comunicação científica não pode ter preços abusivos. A ciência é um bem comum para a humanidade”.

Bianca Amaro também trouxe detalhes sobre o Diretório de Fontes de Informação Científica de Livre Acesso sobre o Coronavírus e o Repositório de Preprints Emerging Researcher Information (EmeRI), que reúnem fontes de informação científicas em acesso aberto, incluindo artigos que ainda não foram publicados. São parceiros das iniciativas o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), a Organização das Nações Unidas (ONU), por meio da UNESCO, e a Associação Brasileira de Editores Científicos (ABEC).

Ambas as ações foram lançadas em maio e integram o Universo Científico, um portal sobre informações relacionadas à temática Coronavírus/COVID-19 e que estão em constante atualização (saiba mais clicando aqui).

O webinar está disponível integralmente no Youtube. Para acessar, clique aqui.


Patrícia Osandón
Núcleo de Comunicação Social do Ibict

Publicado em Notícias

No último dia 20, o Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict) lançou, durante cerimônia no Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), dois grandes produtos colaborativos direcionados para o combate à COVID-19 e para a valorização da Ciência Aberta.

O Diretório de Fontes e o Repositório de Preprints Emerging Researcher Information (EmeRI) reúnem fontes de informação científicas em acesso aberto, incluindo artigos que ainda não foram publicados. Ambas as iniciativas integram o Universo Científico, um portal sobre informações relacionadas à temática Coronavírus/COVID-19 e que estão em constante atualização.

Bianca Amaro, coordenadora geral de Pesquisa e Manutenção de Produtos Consolidados do Ibict, explica que o portal Universo Científico e todos os seus produtos possuem informações atualizadas e de caráter internacional. “Nós reunimos as informações para os pesquisadores em um só local para o apoio à pesquisa científica em relação à COVID-19. O mundo todo necessita de informação rápida nesse momento”, explicou Bianca Amaro durante a cerimônia de lançamento do Universo Científico.

São parceiros das iniciativas o MCTIC, a Organização das Nações Unidas (ONU), por meio da UNESCO, e a Associação Brasileira de Editores Científicos (ABEC).

Conheça abaixo o Diretório de Fontes de Informação Científica de Livre Acesso sobre o Coronavírus e o Repositório de preprints Emerging Researcher Information (EmeRI):

Diretório de Fontes de Informação Científica de Livre Acesso sobre o Coronavírus: O diretório tem o objetivo de reunir as fontes de informações científicas em acesso aberto, tanto nacionais como internacionais, que disponibilizam conteúdos sobre o coronavírus e a COVID-19. O serviço está inserido dentro dos princípios do Ibict de uma atuação comprometida e disseminadora da Ciência Aberta no Brasil.

O diretório disponibiliza artigos científicos já publicados e também preprints (em português pré-publicações), ou seja, um manuscrito de um artigo científico que ainda não foi publicado em uma revista científica. Além disso, o diretório reúne dados de pesquisa, ensaios clínicos, teses, dissertações, relatórios e evidências e outros materiais referentes à produção dos pesquisadores de todo o mundo. Conheça o Diretório de Fontes de Informação Científica de Livre Acesso sobre o Coronavírus: http://diretoriodefontes.ibict.br/coronavirus/.

Repositório de Preprints Emerging Researcher Information (EmeRI)


O EmeRI tem o objetivo de prestar serviços às revistas e editores, de modo a agilizar a difusão de resultados de pesquisas científicas emergentes a partir da disponibilização de arquivos de preprints.

A proposta do EmeRI surgiu conforme demandas espontâneas de alguns editores científicos brasileiros que viram a necessidade de acelerar a disponibilização dos artigos submetidos a suas revistas, especialmente frente à pandemia do coronavírus.

O EmeRI insere-se nos movimentos mundiais de Acesso Aberto e Ciência Aberta, que pressupõem, respectivamente, o acesso à informação científica livre de barreiras e a abertura e a celeridade do processo científico. O repositório está organizado a partir da estrutura do Dspace em uma comunidade que abarca coleções e coleções que abarcam itens.

O acesso ao EmeRI e aos preprints depositados é livre e irrestrito a todos os interessados. Conheça o EmeRI e colabore com a iniciativa: https://preprints.ibict.br/.


Patrícia Osandón
Núcleo de Comunicação Social do Ibict

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Os pesquisadores Bianca Amaro e Washington Segundo representaram o Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict) no primeiro dia do Latin American Regional Workshop on Open Data (em português Workshop Regional Latino-Americano de Dados Abertos), nesta quarta-feira (20). O evento prossegue até hoje (22).

O workshop fez parte de uma capacitação fechada para pesquisadores selecionados na Open Research Data Initiative. Os participantes aprenderam sobre gerenciamento de dados e discutiram a mecânica do compartilhamento de dados em diferentes contextos regionais.

Bianca Amaro, que é coordenadora geral de Pesquisa e Manutenção de Produtos Consolidados do Ibict, conduziu uma apresentação sobre Contextos e Repositórios Regionais de Dados Abertos. Na apresentação, Bianca Amaro também representou a LA Referencia, a Rede Federada de Repositórios Institucionais de Publicações Científicas, da qual é presidente.

Ao longo da apresentação, Bianca Amaro realizou uma explanação sobre o conceito de Ciência Aberta. Como explicou a pesquisadora, “o mundo está assumindo cada vez mais a cultura da importância do compartilhamento de dados. É uma mudança de paradigmas no fazer científico. Hoje em dia, não se concebe mais que um pesquisador conduza uma pesquisa fechada em seus próprios laboratórios e instituições”.

Já Washington R. de Carvalho Segundo, coordenador do Laboratório de Metodologia de Tratamento e Disseminação da Informação do Ibict, trouxe reflexões sobre o processo de implementação de um repositório de dados, a partir das experiências desenvolvidas no Ibict. Entre elas, Washington contou sobre o positivo trabalho do Instituto com o Portal Brasileiro de Publicações Científicas em Acesso Aberto – oasisbr, um mecanismo de busca multidisciplinar que permite o acesso gratuito à produção científica de autores vinculados a universidades e institutos de pesquisa brasileiros.

O evento foi uma realização conjunta entre várias instituições: RedCLARA, International Development Research Centre (IDRC), Centre de recherches pour le développement international (CRDI) e Springer Nature.

Patrícia Osandón
Núcleo de Comunicação Social do Ibict

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O Canal Ciência do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict) acaba de lançar em conjunto com o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), nesta terça-feira (19/05), uma novidade para aumentar ainda mais a interação entre a plataforma Ciência em Casa IBICT/MCTIC e o público: o Desafio da Semana

Trata-se de um novo formato dentro do projeto Ciência em Casa MCTIC, em que, a cada semana, um novo desafio será proposto, sempre com temas ligados à ciência e tecnologia, com uma linguagem didática e divertida.

Inaugurando o desafio desta semana, o Canal lançou uma enquete para escolha de mascotes que serão os principais personagens das aventuras e desafios que envolvem a divulgação de descobertas e produtos da ciência e das inovações tecnológicas no Brasil.

Entre as opções disponíveis, o público poderá escolher entre três avatares de garotas e três de garotos. Os mais votados formarão a dupla de mascotes que, futuramente, serão acompanhadas de um robô, uma espécie de tutor das figuras nas aventuras.

Segundo Wagner Fischer, responsável pelo Canal Ciência do Ibict, os mascotes serão adaptados de acordo com a dinâmica das ações do Canal. “Um dia eles podem se vestir de astronauta, outro dia de antropólogo, médico, cientista de laboratório e assim por diante”.

Depois do resultado desta tarefa, serão divulgadas novas enquetes, desta vez para definição dos nomes dos mascotes, dando continuidade na história que as personagens irão protagonizar a cada semana.

Excepcionalmente, o desafio desta semana ficará disponível até o dia 1 de junho e a expectativa é de que haja prêmios para os próximos desafios, principalmente os que envolverem concursos.

Clique aqui para participar do desafio e escolher os mascotes do Canal!

Lucas Guedes
Núcleo de Comunicação Social do Ibict

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Em substituição ao encontro anual da Confederation of Open Access Repositories (COAR), foi realizado um evento on-line no dia 24 de abril com a participação de quase 100 pesquisadores de 32 países. O Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict) foi representado por Bianca Amaro, coordenadora-geral de Pesquisa e Manutenção de Produtos Consolidados do Ibict (CPGC). Bianca Amaro também é membro do Conselho Executivo da COAR.

A decisão de realizar a conferência on-line foi anunciada no dia 9 de março de 2020, quando, em decorrência da pandemia da COVID-19, a COAR cancelou o evento "Fostering Diversity in Scholarly Communication" (em português “Promovendo a Diversidade na Comunicação Acadêmica”), que seria realizado em Lima, Peru, de 20 a 24 de abril.

“É um encontro fundamental que reúne representantes do mundo inteiro que trabalham com a temática da Ciência Aberta. O evento on-line esteve voltado ao debate sobre os repositórios e sua evolução”, explica Bianca Amaro. Como conta a coordenadora, durante o evento debateu-se também sobre questões orçamentárias e, ainda, falou-se a respeito da criação de um novo diretório internacional para registro de repositórios.

A COAR é uma associação internacional com 157 membros e parceiros de todo o mundo representando bibliotecas, universidades, instituições de pesquisa, financiadores governamentais e outros. A Confederação reúne repositórios individuais e redes de repositórios para desenvolver capacidades, alinhar políticas e práticas e atuar como uma voz global para a comunidade de repositórios.

Clique aqui para conhecer a COAR.


Patrícia Osandón
Núcleo de Comunicação Social do Ibict

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Tendo como assunto principal a Ciência Aberta, Bianca Amaro, coordenadora geral de Pesquisa e Manutenção de Produtos Consolidados do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict), concedeu uma entrevista para o Planeta Biblioteca. O programa faz parte do Serviço de Bibliotecas da Universidade de Salamanca (USAL), na Espanha. A entrevista foi ao ar no dia 22 de abril e pode ser conferida integralmente clicando aqui.

Na entrevista, Bianca Amaro explicou sobre vários assuntos relacionados à Ciência Aberta, como questões conceituais, bem como o particular momento que é vivido pelo Acesso Aberto no mundo. A coordenadora detalhou também sobre a importância da Ciência Aberta na América Latina e o seu papel durante a pandemia da COVID-19, entre outros temas.

Reconhecida por ser uma das maiores e mais reconhecidas ativistas do Acesso Aberto e da Ciência Aberta no âmbito da América Latina, Bianca Amaro é presidente da LA Referencia, a Rede Federada de Repositórios Institucionais de Publicações Científicas, e representa a região no Conselho de Administração da Confederação de Repositórios de Acesso Aberto (COAR).

Em 2015, Bianca recebeu o Prêmio Electronic Publishing Trust for Development, para profissionais que contribuíram significativamente para o progresso do acesso aberto nos países em desenvolvimento.

Clique aqui para ouvir a entrevista completa (em espanhol) no canal do Ibict no Youtube ou clique aqui para ouvir a entrevista diretamente no site do Planeta Biblioteca.

Sobre Ciência Aberta

A Ciência Aberta é uma prática científica que visa uma transformação no modus operandi da pesquisa científica. Ela pressupõe a abertura de todo o processo científico, que deve ser feito de modo transparente e colaborativo. A Ciência Aberta inclui o compartilhamento dos dados de pesquisa, das publicações, metodologias, ferramentas e softwares utilizados, possibilitando sua reutilização e replicabilidade por outros pesquisadores. Além disso, também inclui o conceito de Ciência Cidadã, em que o engajamento da sociedade no processo científico é valorizado. Assim, pressupõe uma série de mudanças de paradigmas que buscam fazer com que a ciência seja um bem comum à sociedade.

O Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia é uma instituição de pesquisa comprometida e disseminadora da Ciência Aberta no Brasil. Neste sentido, ao longo dos anos tem desenvolvido ações, serviços e ferramentas para a organização e compartilhamento dos resultados de pesquisa e, mais recentemente, dos dados científicos.

Patrícia Osandón
Núcleo de Comunicação Social

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Sob o lema "Ciência Aberta é Vida", o Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict) acaba de lançar o Diretório de Fontes de Informação Científica de Livre Acesso sobre o Coronavírus. O diretório tem o objetivo de reunir as fontes de informações científicas em acesso aberto, tanto nacionais como internacionais, que disponibilizam conteúdos sobre o coronavírus e a COVID-19. O serviço está inserido dentro dos princípios do Ibict de uma atuação comprometida e disseminadora da Ciência Aberta no Brasil.

O diretório disponibiliza artigos científicos já publicados e também preprints (em português pré-publicações), ou seja, um manuscrito de um artigo científico que ainda não foi publicado em uma revista científica. Além disso, o diretório reúne dados de pesquisa, ensaios clínicos, teses, dissertações, relatórios e evidências e outros materiais referentes à produção dos pesquisadores de todo o mundo. A navegação no diretório é feita a partir dos diferentes tipos de fontes levantadas.

Como explica Bianca Amaro, coordenadora-geral de Pesquisa e Manutenção de Produtos Consolidados do Ibict (CGPC), “as ciências nacionais e internacionais têm se unido na disseminação de informações relacionadas à COVID-19, e muitos periódicos, antes com acesso fechado, têm aberto seus sistemas para a troca de informações a respeito. Muitas dessas bases de dados, notadamente em sua grande maioria internacionais, são de propriedade de grandes editoras comerciais, que cobram altos valores pelo seu acesso”.

“O mundo científico está se unindo para encontrar uma solução para a pandemia e, por isso, o acesso e a troca de informações científicas são cruciais. Ao estar em constante prospecção e identificação de fontes científicas em acesso aberto e reuni-las em um diretório, o Ibict facilita aos pesquisadores a busca e ao acesso do que os pesquisadores de todo o mundo estão descobrindo em relação ao tema”, afirma Bianca Amaro.

A coordenadora acrescenta que os pesquisadores geralmente precisam procurar em vários locais as informações que precisam e que, nesse sentido, o diretório concentrará tudo em apenas um local e com acesso aberto. “Ganha-se tempo e vale considerar que tempo é algo precioso para salvar vidas. Além disso, dessa forma, o Ibict demonstra que continua sendo uma instituição promotora do acesso aberto à informação científica no Brasil”, pontua Bianca Amaro.

Bianca Amaro reforça também que a Ciência Aberta evidencia a sua importância em contextos como a pandemia da COVID-19. “Essa crise é a prova de que o conhecimento científico tem que ser, sempre, amplamente disseminado. Esperamos que a pandemia faça o mundo compreender que a ciência é um bem comum, que não pode ter barreiras comerciais de acesso. Os cientistas devem ter ao seu dispor toda informação, fruto de pesquisas já realizadas pelos seus pares”, finaliza.

A partir do princípio de que o diretório é um trabalho colaborativo de identificação e acesso a fontes de informação, o Ibict convida a todos para participarem indicando fontes que, por ventura, ainda não estejam listadas. A indicação de novas fontes pode ser feita por meio do e-mail: diretoriodefontes@ibict.br.

Acesse o Diretório de Fontes de Informação Científica de Livre Acesso sobre o Coronavírus: http://diretoriodefontes.ibict.br/coronavirus.

Sobre Ciência Aberta

A Ciência Aberta é uma prática científica que visa uma transformação no modus operandi da pesquisa científica. Ela pressupõe a abertura de todo o processo científico, que deve ser feito de modo transparente e colaborativo. A Ciência Aberta inclui o compartilhamento dos dados de pesquisa, das publicações, metodologias, ferramentas e softwares utilizados, possibilitando sua reutilização e replicabilidade por outros pesquisadores. Além disso, também inclui o conceito de Ciência Cidadã, em que o engajamento da sociedade no processo científico é valorizado. Assim, pressupõe uma série de mudanças de paradigmas que buscam fazer com que a ciência seja um bem comum à sociedade.

O Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia é uma instituição de pesquisa comprometida e disseminadora da Ciência Aberta no Brasil. Neste sentido, ao longo dos anos tem desenvolvido ações, serviços e ferramentas para a organização e compartilhamento dos resultados de pesquisa e, mais recentemente, dos dados científicos.

Texto e arte: Núcleo de Comunicação Social do Ibict

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Em dezembro, o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e o Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict) assinaram um acordo de cooperação para a criação de um repositório de dados científicos, o Lattes Data.

Em entrevista, Bianca Amaro, coordenadora geral de Pesquisa e Manutenção de Produtos Consolidados (CGPC) do Ibict, explica sobre a importância da parceria para a Ciência Aberta no Brasil e detalha o funcionamento do repositório Lattes Data.

Confira!

Comunicação Social - Qual a importância da parceria entre CNPq e Ibict para a promoção da ciência aberta no Brasil e para o fortalecimento das redes em ciência e tecnologia?

Bianca Amaro: A parceria é um marco em vários aspectos. Primeiramente, é um marco para fortalecer a integração entre as entidades ligadas ao MCTIC. Para o CNPq, é um marco considerando que, como uma das principais agências de fomento à pesquisa do Brasil, estará sendo pioneiro em uma iniciativa de organização e de reutilização de dados. Para o Ibict, também é um marco esse acordo de cooperação porque, enquanto órgão federal responsável pela organização e disseminação da informação científica e tecnológica, ao desenvolver ações conjuntas com o CNPq, com o objetivo de organizar o que seria o núcleo básico de uma pesquisa científica, estará cumprindo com a sua missão de órgão provedor da infraestrutura de informação em ciência e tecnologia para o país.

Comunicação Social - Em relação às expectativas em curto, médio e longo prazo para as ações relacionadas ao Acordo de Cooperação, quais são?

Bianca Amaro: Em curto prazo, espera-se a criação e a implantação do repositório de dados do CNPq, que é o Lattes Data. Essa é a primeira ação do nosso foco de desenvolvimento. Em médio prazo, será a distribuição dessa tarefa de gestão dos conjuntos de dados entre as instituições de ensino e pesquisa. Em longo prazo, pretende-se a atuação conjunta em outras ações relacionadas com a Ciência Aberta. Ou seja, não somente o tratamento dos conjuntos de dados científicos, mas também tudo aquilo relacionado ao acesso aberto, à informação científica, e também todas as questões relacionadas à produção científica em si mesma. A parceria será muito importante porque, dessa forma, pouco a pouco nós vamos mudando o ciclo de como é encarado e vivido o ciclo da comunicação científica nos moldes dos países desenvolvidos.

Comunicação Social – Como o Lattes Data pode contribuir para a promoção da Ciência Aberta no Brasil?

Bianca Amaro: Ele é fundamental para a promoção da Ciência Aberta no Brasil, considerando que, assim, nós também estaremos alinhados com as iniciativas internacionais de organização da ciência em repositórios de dados abertos. Há que se considerar o peso que possui o CNPq no desenvolvimento da pesquisa brasileira. Então, a partir do momento em que uma agência nacional adota e coloca em prática essa política de Ciência Aberta, ela, de certa maneira, está organizando e falando para os seus pesquisadores como é que eles devem se comportar para maior intercâmbio de dados de pesquisa a fim de que as pesquisas possam ser não somente reproduzíveis, mas também para que a coleta daqueles dados possa ser reutilizada por outros pesquisadores em outros estudos, otimizando, assim, o tempo de desenvolvimento e obtenção de resultados, como também propiciando uma economia de recursos muito grande aplicada à pesquisa.

Comunicação Social - Poderia explicar o diferencial do Lattes Data? Qual a vantagem dele para os pesquisadores e os estudantes em geral?

Bianca Amaro: O diferencial do Lattes Data é que ele é uma iniciativa em nível nacional. Logo, nós estamos estabelecendo uma política para o governo federal, que, inclusive, tem trabalhado em dados abertos governamentais. Os dados científicos que são produzidos com recursos públicos podem ser encarados também como dados governamentais, uma vez que essas pesquisas existem porque o governo investiu recursos no desenvolvimento dessas ações.

Com o Lattes Data, por exemplo, um estudante pode fazer uma pesquisa desde a universidade ou até antes mesmo, e poderá reutilizar dados e gerar novas pesquisas com muita agilidade. Nós temos a vantagem de poder, tanto os estudantes como os pesquisadores, replicar aquela pesquisa. Isso promove o aumento de qualidade da pesquisa científica brasileira. E também representa uma economia porque, se eu já investi na coleta, não vou precisar mais investir nisso. E o mais importante de tudo, promove uma aceleração do desenvolvimento científico. Assim, as pesquisas podem ser realizadas de maneira mais célere, e todos poderão ser beneficiários dessas ações. É importante notar também que é uma resposta à sociedade. A sociedade vai ter a possibilidade de ver onde os recursos que são investidos na pesquisa estão sendo utilizados. É transparência e resposta à sociedade.

Comunicação Social - Qual o impacto futuro para as agências financiadoras de pesquisa com o Lattes Data?

Bianca Amaro: O impacto é imenso porque, a partir do momento em que o Lattes Data se torne a primeira iniciativa em nível federal de uma agência de fomento, passa a ser um modelo para as demais agências de fomento não só em nível federal, mas também municipal e estadual. O Brasil, portanto, vai conhecer seus dados de pesquisa. Todo esse movimento de Ciência Aberta não foi criado pelo Brasil. É um movimento mundial que está sendo capitaneado pelos países desenvolvidos. Então, qual é a situação que nós temos hoje? Atualmente, os nossos pesquisadores são incentivados a internacionalizar as suas pesquisas e estão tendo que depositar seus dados de pesquisa em repositórios institucionais, porque isso, hoje em dia, já é uma exigência internacionalmente.

Se um pesquisador quer publicar em várias revistas ou quer receber financiamentos, depois terá que depositar os dados referentes àquela pesquisa em um repositório de dados. Ocorre que esses dados estão sendo depositados lá fora e nós não temos conhecimento deles. E também será uma forma de “tirarmos os dados de pesquisa da gaveta do pesquisador”. Hoje em dia, o pesquisador desenvolve uma pesquisa, termina esse trabalho e aí se pergunta, mas onde estão os dados? Muitas vezes, esses dados ficam no computador pessoal do pesquisador e, na maior parte das vezes, se perdem e não podem mais ser acessados nem reutilizados.



Patrícia Osándon
Núcleo de Comunicação Social

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O Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict) esteve presente no II Seminário de Acesso Aberto à Ciência Aberta em Moçambique. O evento ocorreu nos dias 13 e 14 de novembro, na Universidade Eduardo Mondlane (UEM), em Maputo. Participaram representantes de instituições de Moçambique, Brasil, Portugal e Suécia.

O seminário debateu os princípios, políticas e práticas da Ciência Aberta em cada um dos países participantes, além de promover a troca de experiências e capacitações para a promoção da ciência aberta nas instituições de ensino superior e de pesquisa em Moçambique.

“Tivemos a oportunidade de discutir os vários aspetos da Ciência Aberta para que Moçambique possa começar a criar a infraestrutura necessária e disseminar os princípios da filosofia e da cultura de abertura de dados”, afirma Bianca Amaro, coordenadora geral de Pesquisa e Manutenção de Produtos Consolidados do Ibict.

Durante o evento, Bianca Amaro e Eloy Rodrigues (COAR - Confederation of Open Acccess Repositories) apresentaram o panorama da Ciência Aberta no mundo. Bianca também fez uma apresentação sobre a situação e as tendências do Acesso Aberto no Brasil, mostrando a trajetória do movimento e suas vertentes.

O coordenador do Laboratório de Metodologia de Tratamento e Disseminação da Informação do Ibict, Washington Segundo, apresentou um painel sobre Gestão de Dados de Investigação no Brasil. O especialista destacou as experiências do Portal Brasileiro de Publicações Científicas em Acesso Aberto (oasisbr) e a Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações (BDTD), criados pelo instituto.  

Workshops

Além do seminário, o Ibict realizou dois workshops voltados para comunidade acadêmica e pesquisadores.

Washington Segundo e João Moreira (CONFOA, FCT Portugal e OPEN AIR) promoveram um workshop sobre sistemas de gestão da pesquisa científica. A atividade destacou como interoperar a produção científica com indicadores de avaliação e mensuração de dados”, conta Washington.

Bianca Amaro participou do Workshop Formação de Formadores, que busca replicar o conhecimento sobre ciência aberta para a comunidade científica e de pesquisa em Moçambique. Para ela, a realização das oficinas representou uma importante ação de disseminação do conhecimento. “A filosofia da Ciência Aberta vai ser multiplicada para várias instituições como universidades e institutos de pesquisa no país”.  

Bianca Amaro acrescenta que outro objetivo do seminário é enriquecer a cooperação entre Brasil e Moçambique, que já possuem uma aproximação para apoiar a criação e o fortalecimento de repositórios científicos no país africano.

Atualmente, Moçambique possui dois repositórios científicos, o SABER (http://www.saber.ac.mz/) e a base da Universidade Eduardo Mondlane (http://www.repositorio.uem.mz/).  De acordo com Washington Segundo, a maior dificuldade atual é a infraestrutura de base tecnológica do país. “Outro desafio é capacitar mais pessoas para cuidar dessas tarefas”.

Rede de repositórios dos países de língua portuguesa

Instituições dos países lusófonos buscam fortalecer a cooperação em políticas relacionadas com o Acesso Aberto ao conhecimento. Um dos objetivos é a criação de uma rede de repositórios da produção científica da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), formada por nove Estados-membros.

Segundo Bianca Amaro, o seminário fortaleceu a discussão sobre Ciência Aberta em Moçambique. “O país está construindo a infraestrutura de Ciência Aberta. Espero que a nossa presença tenha fortificado a importância do país caminhar nessa direção e se preparar para participar da construção do repositório dos países da CPLP”.  

 

Carolina Cunha

Núcleo de Comunicação Social

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