
Laboratório Nacional de Luz Síncrotron abre as portas para jornalistas e divulgadores científicos do Brasil
O CanalCiência, Portal de divulgação científica do IBICT, foi convidado para participar da 18ª Reunião Anual de Usuários (RAU) do Laboratório Nacional de Luz Síncroton (LNLS), nos dias 18 e 19 de fevereiro de 2008, em Campinas, São Paulo. Este centro de ciência e tecnologia opera por intermédio de um contrato de gestão estabelecido entre uma organização social, a Associação Brasileira de Tecnologia de Luz Síncrotron (ABTLuS), e o Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT).

Anel do LNLS
O LNLS, pioneiro no Brasil ao lançar em meados dos anos 80 o conceito de laboratório aberto, multiusuário e multidisciplinar, é considerado a primeira fonte de luz síncroton do Hemisfério Sul. Mas, o que consiste a luz síncronton? É uma luz branca emitida por elétrons que abrange além da luz visível, outras não visíveis pelo homem como a infravermelha, ultravioleta e raios-x de várias intensidades. As características desta luz permitem investigar propriedades dos mais variados materiais, desde átomos e moléculas isolados a ligas metálicas, cerâmicas, polímeros, materiais orgânicos, proteínas, entre outros, com resolução atômica.
O equipamento científico do LNLS foi construído por uma equipe de vanguarda, que envolveu físicos, engenheiros e técnicos especializados. Atualmente, o Laboratório atende a diversas áreas do conhecimento como física, química, engenharia de materiais, geociências, meio-ambiente, biologia, biomédica, dentre outras, com estudos que utilizam a fonte de luz síncroton somadas à microscopia eletrônica, ressonância magnética, micro e nanotecnologia.
A RAU, fórum de discussões que ocorre desde 1990, propõe a troca de conhecimentos científicos e tecnológicos entre seus usuários, pesquisadores do Brasil e de instituições estrangeiras, por meio de sessões plenárias, de comunicações orais e de painéis. Na 18ª RAU, o Diretor geral do LNLS, José Antônio Brum, abriu a Reunião destacando as realizações, as perspectivas e os desafios para o futuro deste Laboratório, que oferece condições excepcionais para os cientistas realizarem pesquisas com nível de competitividade mundial, atingindo a marca de 1,6 mil usuários no ano de 2007.
A representante do CanalCiência teve a oportunidade de fazer uma visita técnica às instalações do LNLS, conhecer a estrutura do Anel de armazenamento de elétrons e de participar de diversas palestras de interesse para divulgação no Portal do IBICT.
Chamaram a atenção do CanalCiência, os estudos que estão sendo desenvolvidos nas áreas de saúde e meio-ambiente como a pesquisa que identifica marcadores moleculares de agressividade em câncer de cabeça e pescoço; o trabalho que aponta a luz síncroton como poderosa ferramenta para desenvolver novas técnicas e detectar tecidos tumorais da região mamária; a pesquisa que revela as propriedades terapêuticas do veneno da jararaca para o tratamento de distúrbios trombóticos; o estudo que permitirá avanços nas pesquisas para tratamento do Mal de Chagas; e a pesquisa que possibilitará o desenvolvimento de baterias de lítio mais eficientes e baratas e sem impacto ambiental.
Para saber mais sobre o CanalCiência, do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia, acesse www.canalciência.ibict.br
Por Márcia Rocha da Silva
Divulgadora Científica
Canal Ciência
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