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Coordenadora do IBICT participa do X Fórum Nacional de Inovação Tecnológica em Saúde no Brasil

Coordenadora do IBICT participa do X Fórum Nacional de Inovação Tecnológica em Saúde no Brasil

Bianca Amaro durante o evento do Instituto Brasileiro de Ação Responsável

 

Autoridades e estudiosos das áreas de saúde e tecnologia participaram na tarde de terça-feira (24) de intensos debates sobre o futuro da saúde no País. As discussões ocorreram durante o X Fórum Nacional sobre Inovação Tecnológica em Saúde no Brasil, realizado pelo Instituto Brasileiro de Ação Responsável com o apoio do Senado Federal.


O evento tem o objetivo de contribuir para a disseminação de informações do trabalho desenvolvido por diversos setores de pesquisa no âmbito da tecnologia voltada para a saúde, para que seja fomentada a criação de projetos e iniciativas nos âmbitos dos Poderes Legislativo e Executivo e privado. “A participação dos senhores, cada dia, reafirma a necessidade, a legitimidade e o interesse que a população tem na formulação de projetos de lei e embasamentos de políticas públicas”, disse Clementina Moreira Alves, presidente do Ação Responsável, ao abrir o fórum. Assista.


Integrando a mesa de abertura do evento, o presidente da Frente Parlamentar da Ciência e Inovação em Saúde, da Câmara dos Deputados, Izalci Lucas (PSDB/DF), lembrou que o Brasil é o 13º país no mundo na produção de artigos científicos. No entanto, segundo ele, tamanha produção se deve aos benefícios que os pesquisadores recebem na carreira com a produção desse material. Para o deputado, é preciso concentrar esforços para aproximar as universidades do setor empresarial. “A realização está nas empresas e o conhecimento está nas universidades”, afirmou o deputado. Veja o vídeo.


O deputado Juscelino Filho (DEM/MA), presidente da Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados, também compôs a mesa de abertura e lembrou da necessidade de investimentos da iniciativa privada nacional e internacional em pesquisa no País. “Nós estivemos nos Estados Unidos e pudemos ver de perto o quanto eles enxergam como futuro e investem em inovação nos países desenvolvidos. Algumas multinacionais chegam a investir 10% do faturamento anual”, relatou o parlamentar. Veja a íntegra.


SUS


O secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Marco Antônio Fireman, apontou a necessidade de uma equação para solucionar o alto custo das novas tecnologias agregado ao acesso dessa nova tecnologia às pessoas. “Como incorporar novas tecnologias no Sistema Único de Saúde (SUS) com o alto custo que as tecnologias chegam no Brasil?”, questionou ele, enfatizando que o setor privado precisa investir cada vez mais em pesquisa e tecnologia, mas o setor público tem o papel de indutor.


Conforme o secretário, o Brasil está passando por uma transformação grande e, enquanto o setor público anda numa velocidade, o privado anda em outra muito maior. "O Brasil tem capacidade, tem capital intelectual incrível, mas a gente não está transformando isso em produto inovação”, criticou. Fireman também defendeu a utilização da telemedicina para prestação de socorro remoto até que o paciente possa ser transferido para um hospital. “Hoje os médicos não têm como fazer medicina domiciliar em razão do crescimento populacional, mas temos como levar o tratamento por meio da tecnologia”, afirmou. Assista.


De acordo com dados apresentados pela Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), na última década, os avanços brasileiros no setor da pesquisa são sensíveis. O número de doutores duplicou e a quantidade de pesquisadores é quatro vezes maior. Já não é possível afirmar o mesmo sobre a qualidade. O pouco investimento e a falta de continuidade dos projetos, fortes fatores que influenciam nos resultados qualitativos, são provocados pela não definição de prioridades. “Não dá para ser bom em tudo. Precisamos fazer escolhas”, disse Fernando de Nielander Ribeiro, analista da Presidência da FINEP, ao lembrar que o Brasil tem tradição em pesquisa em saúde e que, até hoje, a área ocupa uma parcela considerável dos estudos. Veja como foi.


Já o representante do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) Luiz Henrique Mourão destacou a importância de um trabalho conjunto para dar maior eficiência ao uso dos recursos públicos e evitar uma pulverização das iniciativas de cada uma das pastas. Nesse sentido, ressaltou a parceria com o Ministério da Saúde, com agências reguladoras e setores privados. “Conseguimos, nesses últimos anos, avançar na produção de conhecimento, mas não conseguimos ainda transformar esse conhecimento em riqueza e benefício para a população”, informou.


Mourão citou como exemplo de gestão bem sucedida o avanço conquistado no setor agropecuário, que conseguiu passar de importador de alimentos para um grande exportador, por meio de políticas públicas, com papel fundamental da Embrapa e de outras instituições de pesquisa. “Nós entendemos que a saúde, com seu potencial, poderá também se constituir nesse ator fundamental para transformar esse conhecimento que temos em produto para o mercado global”, declarou. Assista o vídeo.

Acesso à informação

A ampliação do acesso à informação foi uma das saídas apontadas para implementação de melhorias no setor. Para o coordenador especial de Tecnologia de Informação em Saúde do Distrito Federal, José Guilherme Moreira Ribeiro, a medida é essencial para garantir a inovação na área de saúde. Segundo ele, esse é o maior desafio da Secretaria de Saúde do DF atualmente para melhorar o atendimento prestado à população e lembrou que, “muitas vezes, as pessoas sofrem algum revés por causa da falta de informação”. Veja a íntegra.


Bianca Amaro, representante do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT), também destacou a necessidade de melhorar a circulação e organização de informações sobre pesquisas realizadas no país para que mais resultados sejam alcançados. Para a especialista, ainda é pouca a noção do que é efetivamente produzido em todo o Brasil. “Conhecemos o 'núcleo Brasil', mas não o país como um todo. O cerne disso tudo é a comunicação, que precisa ser melhorada”, disse, ao lembrar que toda pesquisa começa com informação. Assista.

Debates técnicos

A segunda parte dos debates do Fórum recebeu palestrantes de áreas técnicas de diversas Secretarias do Governo Federal. Estiveram entre os participantes Daniel Zanetti, do Departamento de Gestão e Incorporação de Tecnologias em Saúde; Flávio de Oliveira Gonçalves, do Departamento do Complexo Industrial e Inovação em Saúde; Henrique Tada, da Associação dos Laboratórios Farmacêuticos; Rodrigo Silvestre, especialista em Inovação e Saúde; e médico cardiologista Roberto Botelho, diretor do Instituto do Coração do Triângulo Mineiro.

Fonte: Instituto Brasileiro de Ação Responsável

Créditos da imagem: Instituto Brasileiro de Ação Responsável

Data da Notícia: 30/04/2018 16:50