Banner ACVCarinianaOasisbrManifesto

Sala de Imprensa

Equipes de Especializações Inteligentes e Consulta à Sociedade do Projeto Brasília 2060 avaliam atividades e planejam o futuro

Equipes de Especializações Inteligentes e Consulta à Sociedade do Projeto Brasília 2060 avaliam atividades e planejam o futuro

Paulo Egler, Cecília Leite e Neantro Saavedra Rivano reunidos em Brasília

 

As equipes das áreas de Especializações Inteligentes e de Consulta à Sociedade do Projeto Brasília 2060 reuniram-se em Brasília, no último dia 23, para uma avaliação das atividades realizadas até o momento. Além das equipes, também participaram consultores e especialistas das temáticas, com a finalidade de colaborarem para o direcionamento das próximas ações do projeto e pensarem juntos o futuro da cidade.

Como explicou Cecília Leite, diretora do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT), instituição responsável pelo Projeto Brasília 2060, a expectativa é que o trabalho possa contribuir para o desenvolvimento cientifico e tecnológico da Área Metropolitana de Brasília (AMB) e para que a cidade possa ser um modelo para o resto do país.

O professor Paulo Egler, coordenador do Projeto Brasília 2060, complementou a diretora em relação à importância de pensar o futuro: “O projeto está dentro de uma instituição do governo, o IBICT, de modo que esse é um trabalho que está sendo entendido com um experimento de formulação de políticas públicas para que, no futuro, o conhecimento produzido possa ser utilizado por diferentes segmentos de governo na formulação de políticas públicas, por meio de métodos e procedimentos mais precisos”.

Trocando experiências – Entre os especialistas da área presentes no evento esteve Paulo Pitanga, coordenador-geral de Monitoramento e Avaliação de Políticas Regionais do Ministério da Integração, que contou sobre a experiência realizada com o projeto RIS3-PE, com o qual as equipes do Projeto Brasília 2060 já vêm interagindo. O projeto é realizado em Pernambuco pela Direção Geral de Política Regional da Comissão Europeia (DGREGIO) e envolve também profissionais de vários órgãos: Ministério da Integração Nacional, Secretaria Estadual de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação de Pernambuco (SECTI-PE) e Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE).

Para Pitanga, a AMB tem grande potencial para impulsionar, com base no método de Especializações Inteligentes da União Europeia, determinadas atividades econômicas. “O grande desafio, no entanto, tem sido a questão da governança e da efetivação do diálogo entre os vários atores”, explicou.

As Estratégias de Pesquisa e Inovação para Especialização Inteligente (em inglês Research and Innovation Strategies for Smart Specialization – RIS3) é um poderoso método que vem sendo utilizado na União Europeia há mais de uma década para fortalecer as regiões e desenvolver setores inovadores específicos da atividade econômica. O método valoriza as vantagens competitivas e o potencial inovador específico da região, estimulando o investimento privado e o envolvimento de atores-chaves da sociedade, permitindo, assim, o direcionamento adequado das políticas públicas e dos investimentos públicos nas prioridades corretamente identificadas.

Ainda que amplamente utilizado na União Europeia, o método é bastante novo no Brasil. O Projeto Brasília 2060 incorporou o método de Especializações Inteligentes para auxiliar a tarefa de identificação de prioridades regionais em relação ao desenvolvimento de setores inovadores que possam servir de motores para o crescimento econômico da AMB.

“As Especializações Inteligentes são um método muito útil em uma área como a AMB. Acreditamos que ele pode colaborar para que se descubram as vocações de desenvolvimento da AMB. Não é um método imposto de cima para baixo, mas que incentiva a participação de todos os setores que são importantes”, detalhou Neantro Saavedra Rivano, coordenador da área de Especializações Inteligentes do Projeto Brasília 2060. Além disso, Neantro também explicou que, no momento, as principais temáticas em pesquisa no momento são bioeconomia, tecnologia da informação e comunicação e economia criativa.

Carolina Ramalhete, responsável pela temática de Consulta à Sociedade, reforçou a integração entre as áreas do Projeto Brasília 2060, especialmente a de Especializações Inteligentes. “A RIS3 prevê uma construção que envolve a base social, além de empresas e entes governamentais. Assim, vamos escolher as áreas prioritárias não apenas com base em dados de desenvolvimento social e econômico, mas também na consulta à sociedade. Precisamos criar uma base de informações confiável que possa respaldar a criação de políticas e programas para o desenvolvimento das cidades e da sociedade”, afirmou Carolina.

Ao final do evento, Cecília Leite destacou as próximas ações do Projeto Brasília 2060. Entre elas, está a realização de um grande evento em agosto de 2017, que será realizado com especialistas e profissionais das áreas de Especializações Inteligentes e de Consulta à Sociedade. “Temos a expectativa de que o evento em agosto possa consolidar o que as áreas têm trabalhado, de modo que possamos produzir um refinamento da identificação dessas especificidades para contribuirmos efetivamente na construção futura de políticas públicas”, finalizou Cecília.

 

Patrícia Osandón

Projeto Brasília 2060

Créditos da imagem: Patrícia Osandón

Data da Notícia: 25/05/2017 08:00