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Conheça o Mapa das Escolas da Área Metropolitana de Brasília

 

Entre os produtos desenvolvidos pela equipe da área de Educação do Projeto Brasília 2060 está o Mapa das Escolas no Distrito Federal. A partir do mapeamento, é possível ter acesso às escolas da rede pública da Área Metropolitana de Brasília (AMB), separadas por várias categorias e, também, às médias de aluno por turma nos estabelecimentos escolares.

O Mapa foi elaborado a partir de dados da Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal (SEDF) e do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP). Em entrevista, Patrícia Sjöström Novo, coordenadora da área de Educação do Projeto Brasília 2060, detalha o funcionamento do Mapa das Escolas. Confira!

Porque a iniciativa de realizar o mapeamento das escolas da Área Metropolitana de Brasília?

Quando nossa equipe iniciou o trabalho na área de Educação do Projeto Brasília 2060, não tínhamos a perspectiva de como é que as escolas estavam distribuídas na AMB. Antecipadamente, devido às características da cidade, já sabíamos que a maioria das escolas estaria no Plano Piloto. Isso gera um deslocamento enorme de alunos de fora do Plano Piloto que vêm estudar nessa região, uma vez que não há uma boa cobertura de escolas.

Embora já soubéssemos dessa realidade, ainda não a tínhamos visualizado. Em outras cidades brasileiras, são realizados mapeamentos para que se possa planejar, por exemplo, onde devem ser construídas outras escolas, bem como qual é o nível que essa escola a ser criada deverá atender. Nesse sentido, a partir do Mapa das Escolas no Distrito Federal é interessante podermos verificar qual é a demanda de cada uma das áreas da AMB.

Quais outros benefícios na construção desse mapeamento?

As cidades brasileiras que já adotam essa proposta de mapeamento, como São Paulo, conseguem verificar as demandas de cada região. Além disso, a partir de dados de conta de luz, por exemplo, no momento da matrícula, é possível indicar a escola mais próxima do aluno, de modo que ele se desloque o mínimo o possível.

Na AMB, ainda existe uma crença de que as escolas públicas que estão no Plano Piloto têm mais qualidade do que as que estão fora do Plano. Isso gera uma mobilidade muito grande dos alunos de toda a AMB, que vêm de longe para estudarem no Plano. Então, o Mapa colabora para compreendermos vários fenômenos sobre a educação na AMB.

Assim, é possível compreender se, em todas as áreas da AMB, as demandas estão sendo bem atendidas. Por exemplo, em uma perspectiva multidisciplinar, o deslocamento dos alunos impacta outras áreas, como a mobilidade urbana, que também é estudada no Brasília 2060. O aluno não deveria ter que pegar transporte pra ir até a escola, ele deveria poder ir caminhando.

Como esse mapeamento pode ajudar os gestores a pensarem a educação na AMB?

Se o Mapa for analisado estrategicamente por cada área da AMB, os gestores de políticas públicas poderão verificar quais as demandas de cada uma. Outro exemplo bastante positivo pode ser conhecido a partir de como é pensada a educação em Barcelona, na Espanha. Em Barcelona, os especialistas abordam a educação visualizando a cidade por regiões. A partir desse mapeamento, eles passaram a avaliar outros aspectos, como a atividade econômica dessa determinada região, a intenção da comunidade, o tipo de aluno que eles gostariam que fosse formado e as prioridades para essa comunidade. Depois disso, realizaram várias intervenções nas escolas e avaliações da comunidade sobre como ela estava antes dessas intervenções e depois delas. Houve, após essa fase, um aumento tanto do nível de escolaridade quanto de desenvolvimento.

Desse modo, o Mapa pode ser importante para que gestores verifiquem o tipo de escola que temos em cada região do DF e se elas atendem às demandas locais e aos interesses da comunidade, até mesmo porque essas comunidades devem se desenvolver. E, se não atende, como eles podem pensar em como ampliar essa rede de escolas para que a comunidade possa ser atendida.

O Mapa das Escolas está disponível em: http://brasilia2060.ibict.br/?page_id=756

 

Patrícia Osandón

Projeto Brasília 2060

Data da Notícia: 26/07/2017 15:15