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Comitê Interinstitucional de Cooperação Bibliotecária e Informacional

 

Representantes de bibliotecas e centros de documentação de instituições do Executivo, Legislativo e Judiciário, estiveram presentes, presencialmente e via internet, em reunião realizada no Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT), na tarde dessa segunda (18), em Brasília. O evento discutiu a criação do Comitê Interinstitucional de Cooperação Bibliotecária e Informacional, no contexto da International Federation of Library Associations and Institutions (IFLA). A mesa de abertura foi composta pela diretora do IBICT, Cecília Leite; a coordenadora-geral de Pesquisa e Manutenção de Produtos Consolidados do IBICT, Lillian Alvares; e o ex-diretor do IBICT, Emir Suaiden.

A missão do IBICT, enquanto unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), é contribuir e promover a infraestrutura informacional do País no desenvolvimento científico e tecnológico. Nesse contexto, a diretora Cecília Leite convidou a todos os presentes para unir esforços no sentido de integrar as instituições que trabalham com informação para a criação de um comitê de cooperação nacional que possibilite a contribuição entre instituições governamentais. “Estamos pautados na Ciência da Informação, que por ser permeável, passa por todas as áreas do conhecimento. Todas elas precisam dessa organização e integração. O IBICT se sente responsável em dar o passo inicial para a promoção dessa infraestrutura”, disse.

Para Emir Suaiden a criação do comitê e a integração entre as instituições é de extrema urgência. “Nós bibliotecários e estudiosos da Ciência da Informação temos nas mãos o poder e a riqueza, que são a informação e o conhecimento, mas trabalhamos isoladamente. A mensagem do comitê é de união, uma união frutífera. Temos pouca internacionalização e participação das nossas bibliotecas nacionais e, por isso, precisamos crescer e atingir essas esferas”, explicou o ex-diretor do IBICT.

A coordenadora-geral de Pesquisa e Manutenção de Produtos Consolidados, Lillian Alvares, fez uma breve explanação a respeito da atuação do IBICT nos últimos anos. “Neste final de 2017 fizemos um balanço quadrienal porque também encerra-se o mandato de quatro anos da Cecilia Leite à frente do Instituto. Ao fazer esse levantamento não pudemos deixar de analisar a gestão de Emir Suaiden e o legado que ele nos deixou ao longo dos seus 8 anos na Casa. Percebemos com clareza o crescimento do IBICT no âmbito nacional ao longo desses anos. A partir daí compreendemos que tínhamos que retomar também, com vigor, o nosso papel no cenário internacional. A ideia do comitê é promover a construção de uma política informacional sustentável e isso só é possível com a participação de todos. Hoje é um dia muito importante para nós”, finalizou a coordenadora.

Na sequência, a bibliotecária e coordenadora de Atendimento à Comunidade do IBICT, Tainá Batista, apresentou dados recentes da atuação do IBICT junto à IFLA. “Temos que aproveitar essas iniciativas e trocar experiências. O IBICT coordena vários sistemas de redes de bibliotecas, produtos e serviços nacionais e compartilhar essas experiências é muito importante. Fizemos um trabalho de mapear todos os produtos e serviços que oferecemos e identificar com as ações para o cumprimento  da agenda 2030”.

A Coordenadora do Laboratório de Metodologias de Tratamento e Disseminação da Informação, Bianca Amaro, afirmou que o desenvolvimento sustentável está na pauta governamental. “Vivemos numa era colaborativa que se reflete na área de informação. Precisamos unir esforços para que possamos fazer com que a nossa voz seja escutada. O desenvolvimento sustentável está presente em qualquer ação atualmente. Precisamos unir nossas experiências para ter uma atuação em nível nacional e não apenas local ou institucional. A ideia do IBICT é criar um plano concreto de ação”, explicou.

De acordo com o consultor Ricardo Rodrigues, o IBICT trabalhou efetivamente no comitê da América Latina e Caribe e pleiteia participar de mais quatro comitês que dizem respeito às bibliotecas públicas, especializadas, escolares e tecnológicas. “Contratamos a assessoria da Associação dos Bibliotecários do Distrito Federal (ABDF) para avaliar, no contexto da agenda 2030, aonde os produtos do IBICT se encaixam e chegou-se à conclusão de que todos eles fazem parte efetivamente de várias daquelas metas e objetivos”, ressaltou o consultor. Outro ponto abordado por Rodrigues diz respeito à visibilidade da língua portuguesa. “Somos o maior país da América Latina e, por isso, desejamos traduzir três grandes documentos escolhidos pela IFLA para o português, objetivando tornar a nossa língua um dos idiomas oficiais da IFLA, ao lado dos outros seis idiomas”.

 

Cláudia Mohn

Núcleo de Comunicação Social do IBICT

Data da Notícia: 19/12/2017 23:15